<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562</id><updated>2011-08-02T05:36:56.626-07:00</updated><title type='text'>Desafio de Almeirim</title><subtitle type='html'>Criar um projecto de todos, que a todos motive "Centro Interpretativo da História de Almeirim"</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>41</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-4292534909096610025</id><published>2009-11-26T11:13:00.000-08:00</published><updated>2009-11-26T11:17:17.887-08:00</updated><title type='text'>Apelo a Almeirim</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sw7UMoqzlHI/AAAAAAAAAZ0/WAjJlf-NPXs/s1600/DSC04847.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 192px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sw7UMoqzlHI/AAAAAAAAAZ0/WAjJlf-NPXs/s320/DSC04847.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408493516059022450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós sentimos uma forte alegria íntima, ao revivermos os bons momentos do passado.&lt;br /&gt;A terra onde nascemos, os lugares onde brincamos em criança, onde fomos felizes… transmitem-nos sempre, uma boa sensação de alegria e de saudade.&lt;br /&gt;Esta boa sensação é-nos muitas vezes retirada, por aqueles que nunca a sentiram, nem a poderiam sentir.&lt;br /&gt;Quantas vezes não acontece, voltarmos aos lugares da nossa infância ou juventude e verificamos com uma grande mágoa, toda uma alteração que alterou toda a beleza, daquele que era uma nossa importante referência afectiva.&lt;br /&gt;Temos então de explicar a nossos filhos ou netos, que neste ou naquele lugar, havia um espaço e um enquadramento desaparecido, que era lindo, que era agradável, mas que já não existe.&lt;br /&gt;Desse espaço a imaginação dos nossos filhos ou netos fará uma construção própria…mas já essa é muito diferente.&lt;br /&gt;Depois deles já ninguém a recordará. &lt;br /&gt;Talvez haja alguém que tenha a arte de registar em livro, fotografia ou filme, mas também tudo isso ficará numa prateleira de uma biblioteca pública ou numa gaveta de uma cómoda.&lt;br /&gt;As mudanças serão cada vez mais rápidas e a memória afectiva, cada vez estará mais limitada.&lt;br /&gt;As raízes então perdem-se…tanto fará viver na nossa terra, onde já não encontramos a referência afectiva, como em qualquer outro lugar. &lt;br /&gt;Também já não vale a pena ir visitar a nossa terra, pois ela já está igual a todas as outras.&lt;br /&gt;Este caminho é perigoso. &lt;br /&gt;Retirar a memória colectiva, é destruir um direito de cada um de nós.&lt;br /&gt;Retirar a memória colectiva é promover o desenraizamento colectivo, é dissolver a mais íntima das diferenciações humanas, que são as diferentes formas de amar e de recordar.&lt;br /&gt;Por isso as sociedades modernas com respeito pelos valores humanos, só permitem a eliminação das referências colectivas, como uma excepção fundamentada no superior interesse colectivo. &lt;br /&gt;Almeirim, também sofrido com este desrespeito para com este direito humano e por isso muito se descaracterizou.&lt;br /&gt;Nada disto tem a ver com uma postura de resistência à modernidade.&lt;br /&gt; Muito pelo contrário, pois ser moderno é ter a capacidade de criar melhores condições de vida para todos, sem pôr em causa os direitos de cada um.&lt;br /&gt;Modernidade é a capacidade de criar condições de vida modernas, sem afectação dos sentimentos e da memória colectiva.&lt;br /&gt;O estímulo do sentimento para com as nossas raízes, deveria ser um objectivo essencial da Administração Local. Não apenas pela salvaguarda do interesse dos que aqui nasceram ou viveram, mas também pelas oportunidades de desenvolvimento futuro que daí surgirão.&lt;br /&gt;Realizar “obra” é muito importante, mas a “obra feita” também se distingue pela qualidade.&lt;br /&gt;Essa maior ou menor qualidade, será a medida impulsionadora de muitas sinergias, de que dependerá o desenvolvimento futuro.&lt;br /&gt;Sem paixão não é possível haver “obra de qualidade” e a paixão depende da memória da nossa infância e das vivências dos momentos de felicidade.&lt;br /&gt; Sabem bem disto os povos que se impõem no mundo moderno. &lt;br /&gt;Este processo de globalização actual, vem provar isso mesmo. São os povos com respeito pela “Sabedoria”,  que se impõem a todos os outros. &lt;br /&gt;A “Sabedoria” não é apenas conhecimento e ciência…é isso, mas associado à experiência e afectividade pelo passado.&lt;br /&gt;Para se ter esta “Sabedoria”, é preciso viver num ambiente permanente de recordação e com os ouvidos muito abertos e atentos em relação à experiência dos anciãos.&lt;br /&gt;O ambiente urbano, como uma permanente recordação do passado, é assim determinante para a formação das futuras gerações e para a qualidade de vida das populações.&lt;br /&gt;Almeirim já foi muito penalizada, pelas circunstâncias históricas e também pela incúria, inconsciência e ignorância dos homens.&lt;br /&gt;Como tenho o privilégio de ter tido a possibilidade, de ter a minha memória afectiva bem viva numa paixão pela minha terra….também senti esta necessidade, de fazer este apelo público.&lt;br /&gt;O Projecto de criar um Centro Interpretativo da História de Almeirim, deveria assumir uma atenção particular de todos os seus habitantes e de todos os que têm responsabilidades na Administração Local.&lt;br /&gt;Esse  Projecto, é essencial para consolidar as raízes e para recuperar o orgulho próprio dos Almeirinenses.&lt;br /&gt;O Edifício da antiga Junta Nacional do Vinho é simbólico da Cidade, um património local e terá de ter uma finalidade digna, que preserve toda a Identidade Histórica, que originou o que é hoje Almeirim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-4292534909096610025?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/4292534909096610025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/11/apelo-almeirim.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/4292534909096610025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/4292534909096610025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/11/apelo-almeirim.html' title='Apelo a Almeirim'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sw7UMoqzlHI/AAAAAAAAAZ0/WAjJlf-NPXs/s72-c/DSC04847.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-2598951415754861604</id><published>2009-11-17T02:27:00.000-08:00</published><updated>2009-11-17T02:30:51.382-08:00</updated><title type='text'>Almeirim uma gloriosa História - Capitulo 31</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SwJ7URlApzI/AAAAAAAAAZk/7Lc8KgdxJIk/s1600/Almeirim3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SwJ7URlApzI/AAAAAAAAAZk/7Lc8KgdxJIk/s320/Almeirim3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5405018091044251442" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termino com este capítulo uma narração histórica, da Vila Real de Almeirim. &lt;br /&gt;Tentei exprimir o que sempre procurei conhecer sobre a minha terra. Tentei partilhar esse conhecimento com todos. &lt;br /&gt;Talvez tenha contribuído para motivar em alguns o orgulho de serem almeirinenses. &lt;br /&gt;Orgulho que eu tenho, que é ferido pela indiferença de alguns … que assumindo responsabilidades, não acarinham a paixão daqueles que a procuram motivar.&lt;br /&gt;Não há obra de qualidade, sem paixão…haverá apenas a cópia e a standarização.&lt;br /&gt;Não há futuro digno, sem o conhecimento e o respeito pelo passado.&lt;br /&gt;Não há desenvolvimento sustentado, sem uma cultura de exigência social e esta pressupõem a memória colectiva.&lt;br /&gt;Dei uma visão do passado glorioso da história da minha terra…de uma forma simplificada é certo, mas verdadeira.&lt;br /&gt;O objectivo era precisamente esse…ser simples e provocar o interesse e orgulho.&lt;br /&gt;Um simples contributo.&lt;br /&gt;O século XX, já tem muitos e bons narradores…mas também eu irei participando, contando agora histórias de coisas passadas, de um quadro, que pelo menos em parte vivi e que na outra parte me foi narrado por outros mais velhos que o viveram.&lt;br /&gt;Termino em verso… eu que não sou poeta…que a paixão levou ao atrevimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheiro de Almeirim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela Janela entra a uva&lt;br /&gt;Pelo Portão sai o vinho&lt;br /&gt;Tanto trabalho…tanto carinho…&lt;br /&gt;Fermenta o mosto já na cuba&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vinho é aqui, o nosso pão&lt;br /&gt;O meu, é de todos o melhor.&lt;br /&gt;Feito de trabalho e dedicação,&lt;br /&gt;Nenhum outro tem tanto sabor.&lt;br /&gt;O meu vinho é um caso à parte,&lt;br /&gt; É toda a minha arte…&lt;br /&gt;A minha grande criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À janela param os carros de bois,&lt;br /&gt;Com celhas de uva dourada,&lt;br /&gt;Saiem do portão os aranhóis,&lt;br /&gt;Correm os cavalos pela calçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas adegas…quantas Caldeiras?&lt;br /&gt;De Fazendeiros ou de Lavradores.&lt;br /&gt;Quantos ranchos de namoradeiras,&lt;br /&gt;Tantos bailes e adiafas de alegria,&lt;br /&gt;Quantos Rapazes perdidos de amores…&lt;br /&gt;Quanta saudade, para quem partia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas que já não se vivem agora,&lt;br /&gt;Privilégio dos que aqui viveram,&lt;br /&gt;E daquelas que por esse mundo fora,&lt;br /&gt;Nesse tempo aqui estiveram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia  um cheiro diferente&lt;br /&gt;Que embebedou muita gente&lt;br /&gt;Cheiro que guardo na memória,&lt;br /&gt;Pois nunca houve cheiro assim.&lt;br /&gt;Não há já aranhois, nem aguardente&lt;br /&gt;Era o cheiro dos tempos de glória,&lt;br /&gt;Cheiro que já não se sente,&lt;br /&gt;Que saudade…do cheiro de Almeirim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-2598951415754861604?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/2598951415754861604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/11/almeirim-uma-gloriosa-historia-capitulo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2598951415754861604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2598951415754861604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/11/almeirim-uma-gloriosa-historia-capitulo.html' title='Almeirim uma gloriosa História - Capitulo 31'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SwJ7URlApzI/AAAAAAAAAZk/7Lc8KgdxJIk/s72-c/Almeirim3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-6698682072999444177</id><published>2009-11-03T13:02:00.000-08:00</published><updated>2009-11-03T13:09:48.514-08:00</updated><title type='text'>A última visita Real - História de Almeirim (30)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SvCb8GEvSQI/AAAAAAAAAZM/aojoWhL2fhg/s1600-h/Rei-Almeirim+1910.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SvCb8GEvSQI/AAAAAAAAAZM/aojoWhL2fhg/s320/Rei-Almeirim+1910.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399987409942169858" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros anos do século XX, anunciavam prosperidade para Almeirim. &lt;br /&gt;As ligações comerciais com o vinho do Porto, criavam uma oportunidade enorme, pois ele seria enriquecido com a aguardente da destilação do vinho da casta Fernão Pires.&lt;br /&gt;Muitas caldeiras de destilação de aguardente vínica foram então construídas na Vila de Almeirim. Todos os grandes vinicultores tinham a sua caldeira e também muitos negociantes construíram a sua própria destilaria.&lt;br /&gt;Este grande número de caldeiras, todas em funcionamento simultâneo, originavam uma enorme azafama de transito e um cheiro muito característico, que misturado com aquele também intenso cheiro do mosto das adegas, produzia o que chamamos o “ Cheiro de Almeirim”.&lt;br /&gt;O Cheiro de Almeirim é nostálgico, para todos os que tiveram o privilégio de o sentir e felizmente eu sou um desses privilegiados.&lt;br /&gt;Das adegas até às caldeiras circulavam uns estranhos carros puxados por cavalo ou por mulas, carregando o casco cheio de vinho ou de água pé. &lt;br /&gt;Era uma azáfama danada, de um lado para o outro de cavalos batendo com os cascos nas ruas de seixo, cujo som já não mais se poderá ouvir.&lt;br /&gt;Esses carros de transportes, também eram uma exclusividade da Vila de Almeirim, os Aranhóis.&lt;br /&gt; Que muito correctamente foram honrados, como símbolo, ao ser um desses exemplares colocado numa rotunda da cidade.&lt;br /&gt;Mas no final da primeira década, novos dramas aconteceram na Vila.&lt;br /&gt;A 29 de Abril de 1909, um forte terramoto com epicentro na zona de Benavente, provocou de novo estragos consideráveis na Vila.&lt;br /&gt; Todo o baixo Ribatejo, em especial as povoações da margem esquerda foram seriamente atingidas, houve muitas vítimas mortais, muita gente ficou sem abrigo e com todos os seus haveres perdidos.&lt;br /&gt;No Natal desse mesmo ano, chuvas torrenciais provocaram a maior cheia de que há memória. De novo a destruição e novas vítimas. &lt;br /&gt;Portugal vivia então uma época muito conturbada social e politicamente. O Rei D, Carlos e seu filho tinham sido assassinados vilmente em plena via pública, na praça do terreiro do Paço, em Lisboa.&lt;br /&gt;Havia um novo Rei, um jovem de dezanove anos, D. Manuel II, que tentava evitar toda uma vasta onda de acções revolucionárias promovidas pelos grupos que pretendiam a instalação do regime republicano.&lt;br /&gt;Este jovem Rei, era incansável na sua acção de atenções para com o seu povo.&lt;br /&gt;Ele esteve em Benavente, a liderar todas as manobras de salvação e apoio quando do terramoto de Abril.&lt;br /&gt;Ele veio a Almeirim para apoiar as vítimas da cheia do final do ano de 1909.&lt;br /&gt;Foi aqui recebido pelo então Presidente da Câmara, o ilustre Dr. Guilherme Godinho, que apesar de ser um distinto republicano, tendo sido o primeiro deputado nacional de Almeirim após a implantação da República, não deixou de cumprir com elegância e simpatia a sua função e recebeu o Rei, com toda a dignidade e agradeceu toda a atenção e preocupação que a sua estadia representava.&lt;br /&gt;Foi a última visita real a Almeirim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-6698682072999444177?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/6698682072999444177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/11/ultima-visita-real-historia-de-almeirim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6698682072999444177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6698682072999444177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/11/ultima-visita-real-historia-de-almeirim.html' title='A última visita Real - História de Almeirim (30)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SvCb8GEvSQI/AAAAAAAAAZM/aojoWhL2fhg/s72-c/Rei-Almeirim+1910.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8909786570710341508</id><published>2009-10-15T08:03:00.000-07:00</published><updated>2009-10-15T08:08:40.203-07:00</updated><title type='text'>A localização da Ponte sobre o Tejo…um privilégio de Almeirim - História de Almeirim (29)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Stc6kdUKaqI/AAAAAAAAAZE/Ibdt2fIGSrs/s1600-h/Tapada+-+Almeirim1907.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 293px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Stc6kdUKaqI/AAAAAAAAAZE/Ibdt2fIGSrs/s320/Tapada+-+Almeirim1907.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392843476818356898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A primeira ponte rodoviária sobre o Tejo, foi construída entre Santarém e Almeirim. &lt;br /&gt;Ela foi inaugurada no ano de 1881. Na altura com o seu comprimento de 1.213 metros, foi considerada a maior da Península, a 3ª da Europa e a 6ª do Mundo.&lt;br /&gt;Porque razão esta primeira travessia do maior rio português, foi localizada aqui em Almeirim? &lt;br /&gt;A resposta a esta questão, vai levar-nos inevitavelmente à importância histórica da Vila de Almeirim.&lt;br /&gt;Mas sendo esta uma razão com peso, não é suficiente.  &lt;br /&gt;Teremos de adicionar à razão desta escolha, outro tipo de análise justificativa.&lt;br /&gt;Havia entre os Almeirinenses personalidades com muita influência política, no reinado de D. Pedro V,  pois foi nessa época, que a decisão de construir a linha de caminho de ferro do Norte e a Ponte sobre o Tejo, foi tomada.&lt;br /&gt; Novamente teremos de falar do Conde da Taipa e de seu cunhado o Conde da Torre, pares do Reino e dos outros grandes do reino, que tinham interesses e propriedades em Almeirim. &lt;br /&gt;O Duque de Cadaval, o Duque de Palmela, o Conde da Atalaia, o Barão de Almeirim, o Visconde de Alpiarça, o Conde do Sobral, o Visconde da Junqueira, o próprio Marquês de Saldanha que era Presidente do Governo, tinha aqui  em Almeirim laços de afectividade, desde os tempos das lutas contra o General  Macena, na última das Invasões Francesas, mas também porque tinha interesses de natureza fundiária.&lt;br /&gt;Todos estes tiveram certamente muita influência na decisão, mas não apenas por uma questão afectiva, sobretudo pelo seu interesse como proprietários rurais e grandes lavradores na margem esquerda do Tejo.&lt;br /&gt;Estamos então em condições de perceber integralmente a verdadeira justificação da decisão de construir a primeira ponte sobre o Tejo entre Santarém e Almeirim.&lt;br /&gt;Almeirim naquela época, era o centro mais importante da lavoura ribatejana. A agricultura era a actividade económica mais importante e aquela que mais deveria ser fomentada e apoiada.&lt;br /&gt;A guerra civil que terminara em 1834, tinha deixado Portugal na miséria, agora havia que alimentar o povo e dinamizar a economia. &lt;br /&gt;Almeirim foi assim também um pólo de esperança para esta mensagem de desenvolvimento económico e a vinha que então já se plantava o seu instrumento principal.&lt;br /&gt;Na sua inauguração, esta tão ansiada obra foi motivo de grandes festejos de que há inúmeros registos históricos.&lt;br /&gt;Mas há uma surpreendente falta de consciência social em Almeirim para com a ponte D. Luís I, que tem de ter também uma justificação. &lt;br /&gt;Uma obra com tal importância para uma terra, há semelhança do que se passa em todo o lado, é venerada e em Almeirim moderna não há quaisquer sinais dessa veneração.&lt;br /&gt;Tudo se justifica, com o que já foi narrado. Na época da inauguração da Ponte bendita, havia uma grave crise social provocada pela praga da Filoxera, que matava e empobrecia.&lt;br /&gt;Como explicamos já, esta grave crise provocada pela praga, originou uma autêntica revolução social. &lt;br /&gt;A recuperação das vinhas de Almeirim, provocou uma nova e mais forte onda de emigrantes que aqui encontravam trabalho e oportunidades. &lt;br /&gt;Muitos destes, chegados nessa altura, enriqueceram e passaram a constituir a nova elite social e económica. Os outros, aqui ficaram porque tinham aqui o que não encontravam noutros lugares.&lt;br /&gt;Mas todos estes, já atravessaram o Tejo, pela nova ponte. &lt;br /&gt;Não tinham na sua memória, a carência e a ansiedade pela obra, pois nunca tinham tido, nem nunca mais tiveram a necessidade de atravessar barcaça, do porto das barcas até Alfange.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8909786570710341508?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8909786570710341508/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/10/localizacao-da-ponte-sobre-o-tejoum.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8909786570710341508'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8909786570710341508'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/10/localizacao-da-ponte-sobre-o-tejoum.html' title='A localização da Ponte sobre o Tejo…um privilégio de Almeirim - História de Almeirim (29)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Stc6kdUKaqI/AAAAAAAAAZE/Ibdt2fIGSrs/s72-c/Tapada+-+Almeirim1907.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-3859312215029212866</id><published>2009-10-06T13:59:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T14:03:03.770-07:00</updated><title type='text'>A Vila Vinícola e um novo carisma – História de Almeirim (28)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SsuwcPjy8AI/AAAAAAAAAYk/2VDAlyYcx5Q/s1600-h/Varios+044.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SsuwcPjy8AI/AAAAAAAAAYk/2VDAlyYcx5Q/s320/Varios+044.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389595378338426882" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A interligação com o Porto, através do estímulo produtivo e comercial, motivado pela cultura da vinha, originou uma alteração profunda na fisionomia social e arquitectónica de Almeirim.&lt;br /&gt;A Aristocracia dominante foi rapidamente substituída por uma Burguesia de vitivinicultores, que rapidamente adquiriram a maioria do património da nobreza e construíram através de uma arquitectura muito característica, todo um novo conjunto patrimonial, que passou a constituir a imagem dominante da Vila.&lt;br /&gt;A mais expressiva dessa nova imagem, fica expressa pelas grandes casas forradas a azulejo, construídas através da compra de foros públicos em terrenos pertencentes à Casa Real ou ao antigo Paço.&lt;br /&gt;Há volta do antigo terreiro do Paço, que hoje é o Jardim da República, ficava construído um conjunto de edifícios, onde esta nova Burguesia rural se instalou predominante. Também nas ruas que lhe davam acesso. Almeirim passava a ter uma referência arquitectónica de uma época de grande fulgor económico e de desenvolvimento, iniciada na década de oitenta do século XIX e que se irá prolongar para além da primeira metade do século XX.&lt;br /&gt;Dentro da Vila, apenas uma família aristocrata manteve o seu património. A família do Conde de Sobral.&lt;br /&gt; Os herdeiros do Conde da Taipa venderam todo o património, quase na totalidade a Manoel de Andrade. &lt;br /&gt;Integrava este património histórico a Casa onde esteve alojada a Corte de D. José I, na última estadia Real em Almeirim. Também a Casa que fora a antiga Câmara Municipal e onde se instalou o General Júlio Guerra, tendo sido a sede de todo a obra, a que por simplificação chamamos de “construção da vala”.&lt;br /&gt;A própria ermida do Calvário, que era propriedade do Conde e tinha sido reconstruída sobre as ruínas da antiga Capela de S. Roque, onde rezou S. Francisco Xavier, também entrou neste negócio de transferência patrimonial.&lt;br /&gt;O património do Barão de Almeirim, fora adquirido uma parte pela Câmara Municipal, outra pelo grande negociante e vinicultor Prudêncio da Silva Santos.&lt;br /&gt;A  Alorna foi vendida a uma sociedade, que no final de alguns anos tinha como único sócio o Dr. Caroça, um rico médico dentista, que havia feito grande fortuna em s. Tomé e Principe.&lt;br /&gt;A dominância social e arquitectónica da Vila, era agora de famílias de emigrantes…os Andrade, os diversos ramos dos Gonçalves, também dos Godinho, os Martins, os Catrola, os Marques da Cruz, os Torrão Santos, os Rodrigues, os Santo, os Tavares… a que se começavam a juntar os profissionais liberais, médicos ou juristas e também comerciantes.&lt;br /&gt;Paralelamente ganhava consistência a mais numerosa e mais simbólica das classes sociais…os Fazendeiros de Almeirim. &lt;br /&gt;A Casa térrea de Almeirim, é o símbolo mais expressivo dessa magnífica e impar classe social, cuja identidade, ultrapassa claramente a sua natureza profissional e é um fenómeno de grande valor social, pela organização familiar que enraizou e pela mentalidade muito própria com que se soube preservar. &lt;br /&gt;O estudo da expressão familiar e social dos fazendeiros de Almeirim, dariam um interessantíssimo trabalho de investigação sociológico, que deveria motivar investigadores ou universitários.&lt;br /&gt;Outra questão de grande importância é o estudo e posterior registo das origens e do inter-relacionamento familiar dos emigrantes chegados, com as famílias tradicionais da Vila Real. Este será o primeiro projecto identificador, para que fique registado para o conhecimento colectivo, com que se inicia o que chamamos “ Projecto Plataforma de Almeirim “.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-3859312215029212866?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/3859312215029212866/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/10/vila-vinicola-e-um-novo-carisma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3859312215029212866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3859312215029212866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/10/vila-vinicola-e-um-novo-carisma.html' title='A Vila Vinícola e um novo carisma – História de Almeirim (28)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SsuwcPjy8AI/AAAAAAAAAYk/2VDAlyYcx5Q/s72-c/Varios+044.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8042865316959101472</id><published>2009-09-26T06:28:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T06:34:32.315-07:00</updated><title type='text'>Heróis de uma luta nacional – História de Almeirim (27)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sr4XyLkVCzI/AAAAAAAAAX8/aj5M63O0rPs/s1600-h/Ameirim2+003a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sr4XyLkVCzI/AAAAAAAAAX8/aj5M63O0rPs/s320/Ameirim2+003a.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385768355247754034" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;               (Ainda há Fazendeiros em Almeirim - Foto de 2009)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última década do século XIX, foram muitos os trabalhadores rurais e os Fazendeiros, de Almeirim e Alpiarça, que foram contratados como enxertadores das vinhas do Dão e do Douro.&lt;br /&gt;Eles tinham adquirido o conhecimento da técnica e muita prática, pois em toda a secada anterior já todas as novas vinhas plantadas no campo de Almeirim, eram feitas através da enxertia do Fernão Pires, no Bacelo Americano, este resistente à praga da Filoxera.&lt;br /&gt;Os vinicultores do Norte sabiam da habilidade e experiência, dos de Almeirim e ofereciam boas remunerações para que estes fossem recuperar as vinhas nortenhas. O que hoje é um património Mundial, foi assim reconvertido pelos homens de Almeirim. Eles foram por consequência os heróis, é certo que bem pagos, da recuperação de um valiosíssimo património nacional.&lt;br /&gt;Mas a importância da sua acção não se ficou apenas por esta acção. Estes contactos dos viticultores do Douro com Almeirim, veio a ter outra importantíssima consequência directa.&lt;br /&gt;As vinhas do Douro estavam em grande declínio produtivo e a sua reconversão demorou vários anos até atingir os níveis anteriores. Mas o mercado do Vinho do Porto, continuava em expansão e estava carente de matéria prima. &lt;br /&gt;Dos contactos estabelecidos, resultou o fenómeno inicial do fabrico do Vinho do Porto passar a ser feito com base no Fernão Pires adquirido em Almeirim. Foi uma necessidade que obrigou os grandes fabricantes do Porto, na sua maioria de origem britânica. Desta necessidade de recurso, passou-se a uma outra, que foi o enriquecimento alcoólico do vinho do Porto, ser feito com a aguardente proveniente do vinho Fernão Pires, produzido em Almeirim e Alpiarça. Foi a grande oportunidade que originou o início das destilarias ( Caldeiras ). A primeira caldeira a ser registada foi a de António Santo, mas logo se seguiram muitas outras, pois o negócio do Vinho do Porto era rentável e seguro.&lt;br /&gt;Também em Almeirim se aprendeu a fazer Vinhos Abafados e Adamados. Excelentes de qualidade, que nunca se consolidaram no mercado, apenas e somente, porque produzir para o Porto era um negócio rentável e seguro e ninguém arriscou em criar uma marca, que pudesse originar uma concorrência directa com os benditos compradores. &lt;br /&gt;Tudo isto veio a dar origem a uma nova onda de emigração, que chegava a Almeirim. &lt;br /&gt;Enquanto a primeira vaga de emigrantes, teve como estimulo a Obra da Vala, esta tinha como estímulo o fabrico e o negócio do Vinho e da Aguardente.&lt;br /&gt;Muitos dos antigos emigrantes, passaram para este negócio como o António Catrola, ou o Prudêncio Santos e fizeram fortunas. Outros foram novos emigrantes que chegavam, já com experiência no mercado e também passaram a ser grandes senhores da terra, como Francisco Marques da Cruz.&lt;br /&gt;Mas para além destes, toda a população beneficiou. Almeirim iria iniciar um período de desenvolvimento extraordinário. A Vila Real, passava a ser uma verdadeira Capital do Vinho.&lt;br /&gt;Com o dinheiro acumulado pelas tarefas temporárias no Dão e no Douro, muitos tabalhdores rurais tiveram condições para adquirir o seu palmo de terra, em especial na charneca e assim se consolidou a classe dominante e de excelência…os Fazendeiros de Almeirim…os heróis da recuperação da vinicultura portuguesa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8042865316959101472?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8042865316959101472/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/herois-de-uma-luta-nacional-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8042865316959101472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8042865316959101472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/herois-de-uma-luta-nacional-historia-de.html' title='Heróis de uma luta nacional – História de Almeirim (27)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sr4XyLkVCzI/AAAAAAAAAX8/aj5M63O0rPs/s72-c/Ameirim2+003a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-2635750554633281831</id><published>2009-09-24T05:12:00.000-07:00</published><updated>2009-09-24T05:19:06.701-07:00</updated><title type='text'>A praga devastadora e a crise social - História de Almeirim (26)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Srtjov5PFcI/AAAAAAAAAX0/mPrtXSFJmSk/s1600-h/M.Andrade+003.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 240px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Srtjov5PFcI/AAAAAAAAAX0/mPrtXSFJmSk/s320/M.Andrade+003.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385007331154007490" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na partir do final da década de setenta do século XIX , que surgiu a praga devastadora que matou lentamente uma boa parte  dos vinhedos de Portugal. &lt;br /&gt;A Filoxera trouxe uma originou uma grave crise social, pois as vinhas progressivamente foram definhando e lentamente a sua produtividade ia decrescendo.&lt;br /&gt;Cultura que sustentava muita gente, por ser exigente em mão de obra, a crise foi lenta mas muito grave. Os proprietários perdiam a motivação e a capacidade de continuar a contratar os trabalhadores.&lt;br /&gt;A Filoxera foi provocada por um insecto, que se alimentava das raízes das plantas. Os terrenos de aluvião e as vinhas novas e tenras do campo de Almeirim, eram assim um meio muito propício ao desenvolvimento da  praga. A praga que na região, apareceu inicialmente na zona de Alenquer, rapidamente se alastrou aos campos do Ribatejo e aí teve um efeito muito rápido e devastador.&lt;br /&gt;Os senhores fidalgos, que também empobreciam, mas que tinham consciência social e preocupações em manter os seus assalariados, criaram a partir de então uma dinâmica que promoveu uma identidade regional, de grande significado. Não tendo dinheiro, mas querendo manter os serviços dos seus empregados, cediam terras em contrapartida dos seus serviços. Os foros cedidos desta forma e originados pela generalizada crise, vieram a criar várias localidades, as Fazendas de Almeirim, os Foros de Benfica, o Casalinho…e mesmo a possibilidade de alargamento urbano nas Vilas de Alpiarça e Almeirim.&lt;br /&gt;Mas o mais significativo, foi que esse processo deu origem a uma classe social, que passou em poucos anos a ser a classe dominante e a mais característica. Os Fazendeiros de Almeirim.&lt;br /&gt;Uma feliz coincidência veio a permitir que Almeirim, passasse a ser o cento nacional da luta contra esta praga devastadora das vinhas de Portugal.&lt;br /&gt;Manuel de Andrade, era filho de uma senhora de Alenquer e aí tinha família também ligada à vinicultura. Ele que tinha sido o responsável geral da obra da Vala, era agora também proprietário vinicultor e simultaneamente administrador do maior proprietário de Almeirim, o Conde da Taipa. Foi através da informação recolhida de seus familiares de Alenquer que conheceu que havia uma forma de combate eficaz à doença devastadora. Através da técnica de enxertia em bacelos de origem americana, resistentes ao ataque dos insectos. Como era uma pessoa decidida e tinha contactos, foi o primeiro a importar de França estes bacelos e a usar a técnica da enxertia.&lt;br /&gt;Nem todos o seguiram inicialmente, preferindo a manutenção das plantações e utilizando o uso de tratamentos com base em sulfitações. Manuel de Andrade antecipou-se e passados poucos anos as suas vinhas encantavam pelo seu vigor e enriqueciam-no através da sua produtividade.&lt;br /&gt;A técnica da enxertia introduzida pelo antigo valador, veio a ser o único método eficaz para a salvação da vinicultura nacional.&lt;br /&gt;Foi por este facto que o Rei D. Luís I, o quis agraciar com um título nobiliárquico, que recusou preferindo manter a sua condição de humildade. Mas este episódio acabou por ser conhecido nacionalmente, pois foi relatado já após a sua morte num órgão de comunicação social de expressão nacional, a Revista Comércio e Indústria.&lt;br /&gt;Almeirim, conseguiu ultrapassar a crise e voltou a ter na vinha e no vinho, a motivação para o seu desenvolvimento.&lt;br /&gt;Mas mais ainda, como narraremos mais adiante, Almeirim e os Fazendeiros de Almeirim, foram determinantes para a recuperação da viti-vinicultura portuguesa e muito especialmente para a reconversão que posteriormente veio a ter lugar dos vinhedos do Douro, salvando-se assim esse importantíssimo património nacional que é o Vinho do Porto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-2635750554633281831?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/2635750554633281831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/praga-devastadora-e-crise-social.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2635750554633281831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2635750554633281831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/praga-devastadora-e-crise-social.html' title='A praga devastadora e a crise social - História de Almeirim (26)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Srtjov5PFcI/AAAAAAAAAX0/mPrtXSFJmSk/s72-c/M.Andrade+003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8747468432480419918</id><published>2009-09-15T03:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T03:15:03.556-07:00</updated><title type='text'>Os primeiros Emigrantes - História de Almeirim (25)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sq9o1BncJ-I/AAAAAAAAAXs/WWsmEVuWlsk/s1600-h/Ponte+2-Almeirim.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 227px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sq9o1BncJ-I/AAAAAAAAAXs/WWsmEVuWlsk/s320/Ponte+2-Almeirim.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381635339907246050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vaga de emigrantes com significado, chega a Almeirim através desta dupla motivação. &lt;br /&gt;A obra do Vale do Tejo, que tinha a sua sede e coordenação na Vila, em simultâneo com a necessidade de mão de obra para a cultura da Vinha. &lt;br /&gt;Acontece a partir da segunda metade dos anos cinquenta do século XIX.  &lt;br /&gt; Entre estes emigrantes, surgem desde logo, alguns com instrução e qualificação profissional.&lt;br /&gt; O Coronel Júlio Guerra recruta para a sua equipe, pessoas que já conhecia, ou por terem feito a tropa sob as suas ordens, ou porque já haviam participado em outras do mesmo género, que ele coordenara.  Uma equipe de jovens originários do Vale do Mondego ou da zona de Minde.&lt;br /&gt; Nomeou como principal responsável dessa obra, um jovem, mas já experiente, que conhecia bem, chamado  Manoel de Andrade. Este era natural de Paião, Concelho da Figueira da Foz e já exercia uma actividade própria como “Valador”, ou seja construtor civil de obras de hidráulica agrícola, na região do Baixo Mondego. Tinha feito a tropa integrado no Batalhão do Coronel Júlio Guerra em Coimbra.&lt;br /&gt;O curso da antiga Vala (Alpiaçoulo) foi alterado e uma nova linha de água foi construída, a Vala de Alpiarça. Foram construídas três pontes e duas novas estradas. A ponte de Alpiarça, a ponte de Benfica do Ribatejo (a última a ser construída) e a nova Ponte de Almeirim (a Ponte Velha). Duas estradas passaram a ligar a Ponte de Alpiarça e a Ponte de Almeirim, directamente à Tapada, onde então já estava situado um dos estaleiros para a construção da Ponte D. Luiz I.&lt;br /&gt;Com a mudança do curso da antiga Vala, fica liberto muito terreno, que passa a ser considerado público. Esses terrenos são divididos em lotes, são faixas paralelas entre a antiga linha de água e a moderna. Esses lotes, são numerados e colocados á venda em hasta pública. São vários o emigrantes, responsáveis e trabalhadores da obra, que compram esses lotes. Ainda hoje, muitas propriedades, têm o nome de registo decorrente da numeração de lote que lhe foi atribuída. Os “Vinte Cinco”, os “Catorze”, os “Dezoito”, outras já não têm essa identificação através de números, porque os seus novos proprietários, lhe deram outros nomes no acto de registo. &lt;br /&gt;A década de sessenta, inicia uma mudança radical na Vila Real de Almeirim. Novas gentes e nova motivação, mais visitantes pela nova acessibilidade. Muitos dos que vieram para a obra, ao adquirirem património, consolidaram-se como vinicultores e em Almeirim passaram a viver para sempre. Outros que perante o desenvolvimento, que tudo isto proporcionava, abraçaram outros ofícios ou criaram actividades de comércio. Muitos deles, acabaram também por constituir família por casamento, ligando-se às famílias locais.&lt;br /&gt;Nessa época com a Vala Nova, também se instalam junto a ela, alguns pescadores “Avieiros”, que construíram pequena aldeias “palafíticas”, sobretudo entre Almeirim e Benfica do Ribatejo. Eram eles, que forneciam peixe fresco ao mercado de Almeirim. Também destes há muitos descendentes em Almeirim.&lt;br /&gt;São estes novos emigrantes chegados a Almeirim desde a década de sessenta do século XIX, que irão estar na base de toda a evolução da Vila Real, para a Vila Vitivinícola e de toda a incrível evolução e desenvolvimento, que protagonizaram. &lt;br /&gt;A Vinha foi a motivação. Almeirim crescia e desenvolvia-se, sustentada numa corrida á oportunidade de riqueza que o Vinho e a Aguardente, proporcionava.&lt;br /&gt;Fazer um trabalho consistente de busca e pesquisa dos nomes, das suas origens das suas raízes, da sua obra e actividades, da sua ascendência e descendência, é um dos primeiros objectivos do projecto a que chamamos “Plataforma de Almeirim”. Será pois um contributo, a que todos podem dar a sua colaboração, através da sua informação familiar, que contribuirá em muito para motivar o “orgulho de ser almeirinense” e para a recuperação da nossa memória colectiva. Será um projecto de todas as famílias e de toda a sociedade civil de Almeirim. Um projecto histórico e cultural que permitirá uma nova “identificação” de cada um de nós, e uma reforçada ligação afectiva à nossa terra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8747468432480419918?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8747468432480419918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/os-primeiros-emigrantes-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8747468432480419918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8747468432480419918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/os-primeiros-emigrantes-historia-de.html' title='Os primeiros Emigrantes - História de Almeirim (25)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sq9o1BncJ-I/AAAAAAAAAXs/WWsmEVuWlsk/s72-c/Ponte+2-Almeirim.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7716382210583990895</id><published>2009-09-07T07:10:00.000-07:00</published><updated>2009-09-07T07:18:23.182-07:00</updated><title type='text'>O Milagre da Vinha- História de Almeirim (24)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SqUV6NR8pFI/AAAAAAAAAXk/8MEYb7QvjiA/s1600-h/Planta+de+Almeirim+do+General+Guerra.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 194px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SqUV6NR8pFI/AAAAAAAAAXk/8MEYb7QvjiA/s320/Planta+de+Almeirim+do+General+Guerra.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378729419705459794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Vinhas plantadas no campo, foram um sucesso produtivo de grande significado. O sucesso das experiências do Visconde da Junqueira, na Alorna, levou todos os grandes  proprietários, a seguir o seu exemplo. &lt;br /&gt;A casta Fernão Pires passou a ser a heroína da produtividade vinícola nacional.&lt;br /&gt; Em meados dos anos cinquenta do século XIX, já as vinhas tinham uma grande expansão no campo de Almeirim. Foi a partir de aqui que se expandiram para os restantes concelhos onde havia também campos de aluvião. &lt;br /&gt;O Duque de Cadaval planta vinhas nas suas propriedades de Salvaterra e Benavente. O Duque de Palmela em Alpiarça e Chamusca. Ainda em Alpiarça, a família Sousa Falcão faz enormes plantações. O Barão de Almeirim leva a cultura para o Rossio da Ribeira de Santarém e Alcanhões. O Conde da Taipa, assume-se como grande vinicultor em Almeirim e planta a vinha nas terras de sua mulher, a Condessa de Valada, no aluvião da margem direita do Tejo, no Concelho do Cartaxo. Ainda o Conde da Atalaia, cuja sede de Casa Agrícola era a Quinta de Santa Marta, em Benfica, implanta aí a cultura e também nas terras que possuía no Concelho de Santarém e Cartaxo. O Conde de Sobral e o Conde da Torre também aderem à dinâmica e nas suas propriedades do Casal Branco e da Gouxaria instalam vinhas e adegas.&lt;br /&gt;É assim a partir de Almeirim,  que a vinha se expande e divulga por todo o Ribatejo. Esta nova actividade com elevado interesse económico vai originar decisões políticas de elevado interesse regional. &lt;br /&gt;A influência dos nobres proprietários de Almeirim, associada ao seu interesse pela nova cultura que estava em franca expansão, pressiona a decisão de o Governo levar a cabo a grande obra de defesa e drenagem dos campos do vale do Tejo.&lt;br /&gt; O Coronel  Manuel José Júlio Guerra é nomeado  como responsável pelo reconhecimento do terreno e como coordenador da obra e instala-se em Almeirim, em instalações cedidas pelo Conde da Taipa. É o este grupo do Coronel Júlio Guerra que faz o primeiro levantamento cartográfico de Almeirim e publica a primeira planta da Vila Real.&lt;br /&gt;Com o início desta obra, a que normalmente chamamos, de uma forma redutora, “ a construção da Vala de Alpiarça”, chega a primeira grande onda de emigrantes, que para ela vieram trabalhar e em que a maioria se instala definitivamente em Almeirim. No entanto para que fique mas claro o interesse público dessa obra, é importante referir que foram recuperados algumas centenas de hectares de terras pantanosas, que foram realizados vários diques que ainda hoje defendem o campo dos aumentos de caudais do Tejo, que foi regularizado o leito do Tejo, do Alpiaçôlo (Vala de Alpiarça) e da Vala Real (Vale de Santarém), em  que foram também construídas novas pontes e estradas. Foi uma obra de grande importância e envergadura que se prolongou por cerca de duas décadas, como se comprova pela data ainda visível (1876), colocada na ponte de Benfica do Ribatejo. &lt;br /&gt;Mas esta dinâmica económica, também influenciada pelo interesse directo dos nobres proprietários, veio a ocasionar uma outra obra, que possibilitou toda a nova vocação de Almeirim e passou a ser determinante para o seu desenvolvimento económico e social.&lt;br /&gt;Foi a decisão de realizar a primeira ponte viária sobre o Tejo, precisamente entre Santarém e Almeirim. Essa decisão está indiscutivelmente ligada ao reconhecimento politico na época de que a Vila Real de Almeirim, era agora a protagonista de uma dinâmica económica que havia que apoiar. Com a nova Ponte, D. Luís I, Almeirim ficava ligada directamente por via viária e rápida ao Caminho de Ferro, pois entretanto também a linha do Norte tinha sido construída.&lt;br /&gt;Almeirim estava agora ligada ao mercado de todo o território, estava eliminado todo o seu isolamento, precisamente quando encontrou a sua nova vocação. Todas as portas para o seu desnvolvimento tinham sido abertas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7716382210583990895?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7716382210583990895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/o-milagre-da-vinha-historia-de-almeirim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7716382210583990895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7716382210583990895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/09/o-milagre-da-vinha-historia-de-almeirim.html' title='O Milagre da Vinha- História de Almeirim (24)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SqUV6NR8pFI/AAAAAAAAAXk/8MEYb7QvjiA/s72-c/Planta+de+Almeirim+do+General+Guerra.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7898356188131079367</id><published>2009-08-31T10:51:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T11:20:08.993-07:00</updated><title type='text'>A nova vocação da Vila Real - História de Almeirim (23)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SpwTYDsWZ7I/AAAAAAAAAXc/uYscLJttYlI/s1600-h/Almeirim-Alorna2+019.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 165px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SpwTYDsWZ7I/AAAAAAAAAXc/uYscLJttYlI/s320/Almeirim-Alorna2+019.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376193359202641842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser interessante a verificação de quem são os destinatários da obra das “Viagens na Minha Terra” de Almeida Garret. São eles, Passos Manuel , Manuel Nunes Freire da Rocha ( Barão de Almeirim) e D. Gastão da Câmara Coutinho Pereira de Sande (Conde da Taipa). &lt;br /&gt;Todos eles com fortes ligações a Almeirim.&lt;br /&gt; Pelo casamento, como foi o caso de Passos Manuel, pois sua mulher era da família Sousa Falcão de Alpiarça, tendo vivido após a sua retirada da política na Quinta da Torre em Alpiarça. Pelas responsabilidades administrativas  e políticas na Vila Real e título de Barão de Almeirim, o natural do Pombalinho, Manuel Nunes Freire da Rocha. Por ser um filho da terra e seu grande benfeitor, a mais prestigiada figura nobre almeirinense, o Conde da Taipa.&lt;br /&gt;  Poder-se-á pensar tratar-se apenas de uma cortesia de amizade de Almeida Garret, mas penso que essa seria uma análise simplista, pois para além dela, estará também a percepção que durante a sua estadia de que Almeirim assumia efectivamente, ainda nessa época,  uma centralidade social e económica, dominante em todo o Ribatejo.&lt;br /&gt;Corrobora neste sentido a notícia que pode ser lida na “Cronologia de Almeirim” do Prof. Jorge Custódio. Aí se dá nota que em 1835, “os homens bons de Almeirim organizam-se para facilitar a venda dos bens nacionalizados às Ordens Religiosas”. &lt;br /&gt;Efectivamente assim foi. Os grandes senhores que já possuíam bens em Almeirim organizaram-se para adquirir as propriedades nacionalizadas e reforçaram substancialmente os seus domínios patrimoniais. Por isso o liberalismo não originou directamente a divisão da propriedade e muito pelo contrário originou a sua concentração. Porém essas propriedades passavam agora a ser grandes explorações agrícolas, geridas por grandes Lavradores, muitos deles descendentes de antigos nobres, outros da nova nobreza e outros ainda simplesmente homens de negócios, que no advento da produção empresarial agrícola pretendiam investir o seu dinheiro na actividade económica dominante.  &lt;br /&gt;Destas grandes Casas Agrícolas que então se formaram no Concelho de Almeirim e que lideraram todo o processo da modernização agrícola nacional, ainda hoje existem imponentes referências, que apesar das divisões a que foram sujeitas, por partilhas ou por destaques para venda, dão-nos uma ideia precisa da imponência que deveriam ter naquela época: A Casa Cadaval em Muge; A Quinta de Santa Marta em Benfica; o Casal Branco do Conde de Sobral de que foi destacado o Convento da Serra e o Casal Monteiro; o Mouchão do Alfange na Tapada; a Padilha em Almeirim; a Alorna; a Goucha e Goucharia e os domínios dos Mascarenhas que incluía um vasto património anexo à actual Calha do Grou; a Quinta da Torre que fazia parte de uma enorme propriedade da família Sousa Falcão; a Lagoalva e os seus anexos do Duque de Palmela…&lt;br /&gt;Nessa época estas grandes Casas Agrícolas, detinham em Portugal as maiores produtividades quer na produção de cereais, quer na produção pecuária. Também foi nas várzeas da Ribeira de Muge que se iniciou a moderna cultura de arroz, através da iniciativa de José António Pinhão que se instalou na zona da Raposa, a partir do ano de 1830. Foi também nessa época que a Coudelaria do Casal  Branco se distinguia em todo o país pela qualidade dos seus cavalos. Ela tinha sido fundada pelo Barão de Sobral e foi atingindo o auge do seu prestígio, pela acção e dedicação do 3º Conde de Sobral, D. Hermano Sobral de Melo Breyner. &lt;br /&gt; É muito interessante a verificação dos fenómenos que acontecem em Almeirim, em que a  agricultura como actividade económica, era quase exclusivamente determinada pela grande exploração agrícola e se vai transformar, num curto espaço de tempo, numa terra de emigrantes e onde vai ser dominante uma nova classe de agricultores de pequena dimensão, os Fazendeiros de Almeirim. &lt;br /&gt;Este interessantíssimo processo de evolução, tem a sua primeira origem na venda da Quinta da Alorna em 1843, a José Dias Leite Sampaio e que recebera o título de Barão da Junqueira.&lt;br /&gt; O Barão da Junqueira, que era um banqueiro e um muito abastado homem de negócios, irá tudo revolucionar com os seus investimentos. Ele planta um enorme olival e constrói o primeiro Lagar de Azeite movido a vapor. &lt;br /&gt;Mas a sua obra mais importante foi as diversas plantações de vinha e a adega para fabrico dos vinhos.&lt;br /&gt;O êxito produtivo das vinhas do Junqueira, plantadas no campo (aluvião), foi de tal forma grande pela produtividade que a casta escolhida tinha, que essa casta histórica, o Fernão Pires irá ser a paixão abençoada de todos os outros proprietários e até dos trabalhadores rurais, que começavam a chegar para os trabalhos das vinhas. &lt;br /&gt;Todos quiseram também plantar vinhas no campo. Todos quiseram adquirir terras no campo.&lt;br /&gt;Criou-se uma verdadeira euforia.  Almeirim tinha encontrado finalmente a sua vocação que irá tudo mudar.&lt;br /&gt; A Vila Real irá agora caminhar para a Vila Vitivinicola e irão vir muitos emigrantes, ou seja os antepassados da maior dos almeirinenses dos nossos dias. &lt;br /&gt;Mas nem tudo irão ser rosas e uma praga irá originar actos heróicos de resistência, uma luta de sacrifícios e uma autêntica revolução social.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7898356188131079367?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7898356188131079367/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/08/nova-vocacao-da-vila-real-de-almeirim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7898356188131079367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7898356188131079367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/08/nova-vocacao-da-vila-real-de-almeirim.html' title='A nova vocação da Vila Real - História de Almeirim (23)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SpwTYDsWZ7I/AAAAAAAAAXc/uYscLJttYlI/s72-c/Almeirim-Alorna2+019.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7950552073087640025</id><published>2009-07-18T04:21:00.000-07:00</published><updated>2009-07-18T04:42:48.473-07:00</updated><title type='text'>Um grande Benemérito de Almeirim; O Conde da Taipa -História de Almeirim (22)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SmG0UtrTKYI/AAAAAAAAAWE/TzRIgNVWz1s/s1600-h/mc_cp1-big.gif"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 298px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359763299499190658" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SmG0UtrTKYI/AAAAAAAAAWE/TzRIgNVWz1s/s320/mc_cp1-big.gif" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Após o período da guerra civil (1828-1834), consolida-se em Portugal a Monarquia Constitucional. É agora rainha D. Maria II e profundas alterações se irão produzir, pela emergência de uma nova nobreza, pelo surgimento de uma burguesia com influência económica e politica e pelo surgimento de uma classe dominante no mundo rural, que prioritariamente de instala no Ribatejo, os Lavradores. A estes Lavradores se ficará a dever uma boa parte da evolução económica, através da modernização da agricultura portuguesa.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Almeirim foi o centro de toda uma transformação radical dos processos agrícolas, foi o centro de divulgação da mecanização agrícola, que originou a sua modernização e o seu desenvolvimento, podendo mesmo afirmar-se que Almeirim na década de quarenta do século XIX, foi o mais importante centro nacional de experimentação agrária e da sua mecanização.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para que se perceba melhor porque assim foi, é preciso recordar algumas personagens, que foram decisivas pela sua acção e influência política na época. O primeiro que devemos enaltecer é o Conde da Taipa, que foi o grande e incansável lutador e promotor das duas obras que vieram trazer a nova vocação a Almeirim e estão na base de toda a sua evolução até aos nossos dias. A obra de enxugo e drenagem do Vale de Tejo, que entre nós se costuma chamar “obra da Vala de Alpiarça” e a localização da ponte sobre o Tejo entre Santarém e Almeirim, que irá permitir o escoamento e a ligação fácil dos produtos aos mercados, pela utilização do comboio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;D. Gastão da Câmara Coutinho Pereira de Sande era almeirinense nascido em 1794, filho de D. Luís e neto de D. Gastão da Câmara Coutinho, aquele que recebeu D. José I em sua casa, quando da última estadia da Corte em Almeirim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Muito jovem foi com a Corte para o Brasil em 1807. Foi assim educado junto de D. Pedro e de D. Miguel, futuros reis de Portugal. No Brasil iniciou a sua carreira militar e voltou para Portugal juntamente com toda a Corte de D. João VI, no ano de 1821. Da sua amizade com&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;D. Miguel, resultarão as inúmeras estadias do Infante em Almeirim e também a sua participação na Vilafrancada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Com o juramento do Rei D. Miguel da Carta Constitucional, em 1826, é nomeado Par do Reino e inicia uma brilhante carreira política, passando para a história a sua indiscutível coragem e determinação. A sua mais destacada acção politica irá ser a de assumir o principal protagonismo na defesa da conciliação entre a Constituição de 1822 e a Carta Constitucional. Participou na “Belfastada” ao lado do Duque de Saldanha, seu amigo e como ajudante de ordens do Duque de Palmela. Teve por consequência uma acção política e militar determinante de que resultou a Constituição de 1838. De entre os episódios mais notáveis de que foi protagonista, destaca-se a carta que escreveu a D. Pedro IV e que publicou, exigindo o levantamento dos sequestros, a liberdade de todos os sequestrados e a liberdade de imprensa, o que lhe valeu a ordem de prisão. Essa prisão do Conde da Taipa, originou um movimento de apoio de muitos outros Pares do Reino, seus amigos e alguns deles com ligações patrimoniais a Almeirim, como o Duque de Palmela e o Conde da Torre, D. José Trazimundo de Mascarenhas, neto da Marqueza da Alorna “Alcipes”, que era seu cunhado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;D. Gastão, o Conde da Taipa foi também amigo de Almeida Garret e acompanhou-o durante as suas visitas ao Ribatejo, sendo um daqueles a quem o escritor dedica “as Viagens da Minha Terra”. Casado com D. Francisca de Almeida e Portugal, Condessa de Valada, não teve descendência. Seus herdeiros dos títulos, foram seus irmãos Manuel e José, respectivamente 2º e 3º Conde da Taipa, mas que nunca chegaram a ter uma relação de interesse por Almeirim, tendo vendido todo o património local herdado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para melhor perceber quanto era influente e respeitado em Almeirim, basta relembrar o que escreveu o médico Tiago do Couto, que aqui vivei entre 1855&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;e 1859, no seu livro “Breve Notícia de Almeirim”, que foi editado pela Associação de Defesa do Património em 1991 e que aconselho vivamente a todos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;“…de Verão há mais animação na Vila; há os descantes, os bailes de roda, as eiras, as descamisadas dos milhos e após elas os fabricos dos vinhos, em suma há mais distração&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt; &lt;/span&gt;mas a convivência é pouca…Quando Sua Exª, o senhor Conde da Taipa está em Almeirim o que sucede frequentes vezes no ano, então o caso é outro. Recebe em sua casa alguns indivíduos em cujo número eu entro. Fala-se da Lavoura, de literatura, de tudo; e sua Exª então mostra a vastidão dos seus conhecimentos científicos. O tempo assim não corre – voa.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 10pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A rua Conde da Taipa é a única referência actual a este Homem, que foi essencial para o progresso da sua terra, Almeirim. Nessa rua ainda está, apesar de muito modificada, não tanto na traça e mais nos revestimentos de pedra das cantarias e fachadas, a casa onde viveu e nessa época, todos as terras que iam para o lado de Alpiarça eram dele, incluindo a Gouxaria, que acabou por destacar após partilhas, com seu cunhado D. José Trazimundo Mascarenhas. Essa casa depois de sua morte em 1866, foi comprada a seus herdeiros, por um seu amigo e administrador, Manoel de Andrade, que era meu trisavô.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7950552073087640025?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7950552073087640025/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/um-grande-benemerito-de-almeirim-o_18.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7950552073087640025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7950552073087640025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/um-grande-benemerito-de-almeirim-o_18.html' title='Um grande Benemérito de Almeirim; O Conde da Taipa -História de Almeirim (22)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SmG0UtrTKYI/AAAAAAAAAWE/TzRIgNVWz1s/s72-c/mc_cp1-big.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-5319790432748180532</id><published>2009-07-15T08:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-15T08:28:38.378-07:00</updated><title type='text'>A nova divisão administrativa: História de Almeirim (21)- A querela da água</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sl31lJDuEJI/AAAAAAAAAVU/YVUy8Bg6re8/s1600-h/AlpiarÃ§a+059.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358709150076244114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sl31lJDuEJI/AAAAAAAAAVU/YVUy8Bg6re8/s320/Alpiar%C3%A7a+059.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1836 o Governo dirigido por Manuel da Silva Passos, que ficou conhecido como “Passos Manuel” faz publicar o novo Código Administrativo. Nesse Código Almeirim mantêm-se sede de Concelho com as seguintes cinco Freguesias : S. Estáquio de Alpiarça (Alpiarça); S. João Baptista (Almeirim); Santa Marta de Monção (Benfica do Ribatejo); Santo António da Raposa ( Raposa) e a Paróquia de Muge (Muge). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A grande alteração está no facto de Alpiarça, que até então pertencia administrativamente a Santarém, passar a pertencer ao Concelho de Almeirim. A história da relação entre as duas terras é muito curiosa e não chegará a completar um século. Mais do que fazer uma narração, prefiro deixar uma história curiosa dessa relação e que sintetiza os momentos de união e de separação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;A querela da água. Origem da animosidade entre Almeirim e Alpiarça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A aldeia da Ponte de Alpiarça teve um forte desenvolvimento a partir da venda em hasta pública das terras e património das Ordens religiosas e também do Infantado. Em Alpiarça instalaram-se muitos novos Lavradores, que adquiriram parcelas desses patrimónios.&lt;br /&gt;Almeirim mantinha nessa época ainda uma dominância de casas fidalgas, que nas suas imediações tinham grandes propriedades. Eram estes fidalgos de Almeirim homens importantes, alguns deles Pares do Reino, como o Conde da Taipa, o Conde da Torre e o Duque de Cadaval, mas também outros grandes senhores como o Conde de Sobral, o Barão de Almeirim, o Barão de Alvaiázere, o Conde da Atalaia e a Marquesa da Alorna.&lt;br /&gt;A aldeia de Alpiarça fora colocada sob a dependência administrativa de Almeirim, pela reforma de Passos Manuel, tendo ele próprio adquirido património nesse local, ou herdado por ser casado com uma senhora da família Sousa Falcão, que ainda hoje em dia é pertença de seus descendentes e herdeiros, a quinta da Torre.&lt;br /&gt;Como resultado directo da Revolução Liberal, Alpiarça teve uma maior dinâmica de crescimento, pois esses novos Lavradores passaram a fazer uma exploração empresarial das terras adquiridas, enquanto em Almeirim ainda vigorava um regime de exploração da propriedade mais do tipo feudal, com recurso ao regime da enfiteuse, do foro e do arrendamento. A grande casa agrícola de Alpiarça era a da família de Sousa Falcão, que teve uma enorme importância na divulgação de novas técnicas culturais e na mecanização em toda a agricultura portuguesa. Esta dinâmica empresarial irá chegar a Almeirim, até como muito mais intensidade e dinamismo, mas em momento posterior, em que assume particular importância o facto da Quinta da Alorna ter sido vendida em 1843, a José Dias Leite Sampaio, o Barão da Junqueira, que sendo um magnata de Lisboa, faz grandes investimentos que irão contribuir para uma mudança radical de toda a agricultura almeirinense e a posterior alteração da estrutura fundiária e social.&lt;br /&gt;A integração administrativa de Alpiarça no concelho de Almeirim, veio a originar uma situação de permanente participação conjunta de elementos das duas terras na Vereação e na Presidência da Câmara. Foram treze os Presidentes da Câmara de Almeirim no período desde 1839 até ao ano de 1894, que eram habitantes de Alpiarça e quando não tinham a presidência era-lhes sempre garantida a vice-presidência. Tudo isto representava uma atitude de bom senso político, que conseguia manter um equilíbrio e um bom relacionamento, entre a sede do concelho e a sua aldeia mais importante.&lt;br /&gt;Porém em 1894, sendo Presidente o almeirinense Deodato Rodrigues Pisco e Vice- Presidente por Alpiarça, António da Silva Patrício, estabeleceu-se uma querela que viria a originar uma animosidade entre as duas populações, que está na origem de toda a acção reivindicativa de transformação em Concelho de Alpiarça, o que só veio a acontecer em 1914, já em plena República, seis anos depois de ter sido elevada à categoria de Vila, o que aconteceu portanto, durante o reinado de D. Manuel II.&lt;br /&gt;Tudo começou pela proposta do Presidente da Câmara, de utilizar metade de um fundo, que estaria depositada na Caixa Geral de Depósitos, para construir uma Capela no Cemitério e para fazer obras de abastecimento de água na sede do Concelho. O Vice-Presidente reivindica também verbas para obras de abastecimento de água em Alpiarça, que bem carecia, porquanto muitos utilizavam a água férrea da fonte da Atela, perto do Casalinho, longe portanto, ou então, todos os que não tinham poços em suas casas, tinham de mendigar aos mais abastados a água para beber.&lt;br /&gt;A querela tomou tais proporções, que á inauguração da nova Igreja de Alpiarça, que decorreu no dia 11 de Agosto daquele ano, não compareceu nem o Presidente da Câmara, nem ninguém de Almeirim. Estava estabelecida a animosidade, que com esta reacção ainda mais se agudizou e servirá de pretexto em Alpiarça para um movimento reivindicativo que se generalizou por toda a população, que visava a sua classificação como Vila e a sua autonomia como sede de concelho.&lt;br /&gt;Em Almeirim esta querela da água, associada ao movimento separatista que passou a ganhar consistência, originou uma reacção popular que era expressa na seguinte imagem…se querem ser independentes irão andar para trás pois tem sido Almeirim que tem apoiado o desenvolvimento de Alpiarça…de uma forma mais simplificada passou o povo almeirinense a dizer…fiquem com a vossa água e andem para trás…que se veio a simplificar ainda mais…”beber água de Alpiarça é andar para trás”.&lt;br /&gt;Esta era a frase que ofendia os habitantes de Alpiarça, que tantas e tantas vezes foi proferida pelos de Almeirim, que ficou como símbolo da animosidade entre as duas terras. Ainda em meados do século vinte era frequente ser pronunciada depreciativamente pelos almeirinenses quando se referiam aos habitantes da terra vizinha.&lt;br /&gt;A animosidade provocada pela querela da água, entre os habitantes de Almeirim e Alpiarça, foi até evidenciada no Parlamento quando da apresentação da proposta de Lei de elevação de Alpiarça a sede de Concelho e por muitos deputados foi feita a interpretação, que a proposta apenas tinha como motivação a animosidade entre as duas terras. A proposta acabou por ser aprovada, mas com muitos votos contrários. Valeu o prestígio e a influência do deputado José Relvas, que bem se esforçou nesse momento, para conseguir mobilizar os votos suficientes para a sua aprovação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-5319790432748180532?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/5319790432748180532/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/nova-divisao-administrativa-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/5319790432748180532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/5319790432748180532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/nova-divisao-administrativa-historia-de.html' title='A nova divisão administrativa: História de Almeirim (21)- A querela da água'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sl31lJDuEJI/AAAAAAAAAVU/YVUy8Bg6re8/s72-c/Alpiar%C3%A7a+059.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-4487095875983121884</id><published>2009-07-11T05:23:00.000-07:00</published><updated>2009-07-11T05:31:13.111-07:00</updated><title type='text'>O Legado do Rei D. Miguel I. História de Almeirim (20)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SliFERXiK2I/AAAAAAAAAVM/ws1JtVG45dQ/s1600-h/1828_Miguel_Rei_oleo_paulino_dos_reis_a.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5357178065185287010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SliFERXiK2I/AAAAAAAAAVM/ws1JtVG45dQ/s320/1828_Miguel_Rei_oleo_paulino_dos_reis_a.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;I Infante D. Miguel era o mais rico homem de Portugal. Depois do assassínio de seu pai o Rei D. João VI, foi Regente e mais tarde aclamado Rei de Portugal. Ele é aclamado Rei em Almeirim em 1828, na presença do Juíz José Casimiro Salgado e com o apoio popular. Acusaram-no então os liberais de usurpador do trono e gerou-se uma gravíssima crise, que veio a originar uma guerra civil, que só veio a terminar com a convenção de Évora Monte em 1834 e o exílio de D. Miguel.&lt;br /&gt;Durante esta guerra civil são narrados em 1833, levantamentos liberais em Almeirim quando as tropas do Rei, estavam sediadas em Santarém. Após a tomada de Santarém a 18 de Maio de 1834, as tropas liberais atravessam o Tejo e entram em Almeirim, onde há notícias de saqueamento do Paço, descrito por alguns historiadores, que confirmam assim que nessa época ainda existia o edifício, ou pelo menos uma parte dele . Em Almeirim acontece então o Auto de Aclamação da rainha D. Maria II e do Regime Constitucional. É na sequência desta aclamação, que é nomeado o Dr. João César Henriques como primeiro presidente liberal da Câmara de Almeirim.&lt;br /&gt;É também na sequência da vitória liberal e imediatamente após a convenção de Évora Monte , que se extinguem as Ordens Religiosas e se nacionalizam todos os seus bens. Esta medida irá ter uma enorme influência para a evolução futura de Almeirim. Dessa evolução e dos seus principais agentes e protagonistas, trataremos nos próximos capítulos.&lt;br /&gt;Agora realcemos a particular importância de um legado de D. Miguel I, para Almeirim, para o Ribatejo e para Portugal.&lt;br /&gt;D. Miguel tem um papel determinante na restauração das Corridas de toiros em Portugal e também como iniciador de uma nova forma de seleccionar e criar toiros bravos. É a ele que se deve toda a moderna evolução tauromáquica nacional, que nos distingue de Espanha e que origina o mais popular dos espectáculos nacionais até meados do século XX.&lt;br /&gt;Desde que o Marquês do Pombal decretara o fim das Corridas Reais, em sequência da morte do Conde de Arcos numa corrida em Salvaterra de Magos, a Tauromaquia tinha entrado em estado latente de expressão, pela não participação dos nobres nos festejos tauromáquicos. Havia em Lisboa a Praça de Salitre e continuou a haver muitos festejos tauromáquicos locais, mas sem ordem nem rigor, que os transformava mais em “largadas de toiros”, do que em espectáculos de natureza artística. Foi D. Miguel que tudo mudou.&lt;br /&gt;D. Miguel, ele próprio cavaleiro toureiro, recebeu de oferta de seu tio Fernando VII, rei de Espanha, uma vacada e cria a primeira ganadaria portuguesa, com características adaptadas à evolução do toureio moderno. Essa ganadaria que instala em terras do Infantado, na zona de Samora Correia, chegou a ser a maior ganadaria de toda a Península com mais de 5.000 reses. Esta ganadaria é a origem de muitas outras, que posteriormente surgirão, através da aquisição de “pontas de vacas” e de sementais, dos Lavradores ganadeiros que se irão instalar nos campos do Ribatejo.&lt;br /&gt;D. Miguel manda construir a Praça de Toiros do Campo de Santana e é essa praça que irá assumir o protagonismo do relançamento dos espectáculos tauromáquicos e da afirmação do toureio equestre português. O êxito dinamizador da Praça do Campo de Santana foi tão importante, que origina que por todo o país, de Norte a Sul, centenas de novas praças de toiros sejam construídas para ver actuar as figuras do Conde do Vimioso, do Marquês de Vilar Maior, de Carlos Relvas e a nova ordem que incluía já os Forcados, pegando os toiros como culminar das lides.&lt;br /&gt;Muitas foram as estadias em Almeirim de D. Miguel, que sempre motivavam organização de touradas, quer na Alorna, na Goucharia e mesmo nos largos da Vila. Esta semente de aficionados que D. Miguel recriou em Almeirim, terá como consequência o estabelecimento de muitos criadores de toiros no Concelho, o surgimento muitos e destacados almeirinenses toureiros, de que ainda há sucessores de grande destaque nacional, nesta primeira década do século XXI. Será a razão que motivou a existência das mais de nove praças, que estão identificadas como tendo existido em Almeirim, como resultado natural da popularidade que a tauromaquia aqui sempre teve, pois Almeirim foi efectivamente em termos históricos o “berço” da tauromaquia portuguesa.&lt;br /&gt;O Infantado foi nacionalizado e todo o seu vasto património fundiário irá ser vendido em hasta pública. Da venda pública deste património e também do das Ordens Religiosas, irá surgir uma nova classe social determinante para a dinâmica nova que surgirá através deles, os Lavradores do Ribatejo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-4487095875983121884?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/4487095875983121884/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/o-legado-do-rei-d-miguel-i-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/4487095875983121884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/4487095875983121884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/o-legado-do-rei-d-miguel-i-historia-de.html' title='O Legado do Rei D. Miguel I. História de Almeirim (20)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SliFERXiK2I/AAAAAAAAAVM/ws1JtVG45dQ/s72-c/1828_Miguel_Rei_oleo_paulino_dos_reis_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8450111479803273912</id><published>2009-07-08T17:43:00.000-07:00</published><updated>2009-07-08T17:46:14.961-07:00</updated><title type='text'>Estagnação; Alcipes e o pré romantismo – História de Almeirim (19)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SlU9zKn6b9I/AAAAAAAAAVE/E3GkAigAzm0/s1600-h/200px-Marquesa_de_Alorna_par_pitschmann_1780_lis.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5356255281061457874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SlU9zKn6b9I/AAAAAAAAAVE/E3GkAigAzm0/s320/200px-Marquesa_de_Alorna_par_pitschmann_1780_lis.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No período que decorre entre o terramoto de 1755 e as Invasões francesas, Almeirim é objecto de diversas tentativas para criar uma nova vocação para a Vila.&lt;br /&gt;Em 1771, na Quinta do Vale de Nabais (Alorna) é iniciada uma enorme plantação de amoreiras, com o objectivo de produção de seda. Esta plantação decorre muito provavelmente do que tinha observado D. João de Almeida, quando da sua estadia na Índia, acompanhando seu pai D. Pedro que foi o 32º Vice Rei da Ìndia. Criar em Portugal um centro de produção de seda foi assim a primeira ideia consistente para dar uma nova vocação a Almeirim. Na sequência desta experiência e nova visão, a Junta da Administração das Fábricas decide instalar em Almeirim a real Fábrica de Algodões da Vila, no ano de 1772. No entanto esta iniciativa não veio a ser consistente porquanto dois anos depois esta fábrica é transferida para Alcobaça, por alvará régio. Mantêm-se porém em Almeirim escolas de fiação e ainda uma secção (partido) manufactureiro de tecidos.&lt;br /&gt;Tinha entretanto, toda a região sido negativamente afectada com o decreto do Marquês do Pombal que impôs o arranque de todas as vinhas do Ribatejo. Pretendia-se com ele dar uma vocação cerealífera aos campos do vale do Tejo e salvaguardar a produção de vinho do Douro. Não era fácil motivar a produção de cereais nos campos do Ribatejo, pela frequência das cheias que introduziam um adicional factor de risco para esse tipo de aproveitamento cultural.&lt;br /&gt;É assim que, durante cerca de quarenta anos, Almeirim está sujeita a um certo impasse pois não foi encontrada uma nova vocação de sucesso, que promovesse sustentadamente o seu desenvolvimento. A coutada real já não era frequentada e a sua guarda não impedia a caça furtiva e a recolha ilícita de mato para estrume das hortas e da agricultura de subsistência que os naturais iam fazendo. Essa ausência de fiscalização, associada aos descuidos, deram origem a vários incêndios alguns deles de elevada proporção.&lt;br /&gt;É precisamente nesse período, em 1792, que o Príncipe Regente D. João VI, ordena a demolição o Paço de Almeirim e nomeia o Conde Soure como provedor dessa execução. Nessa decisão extinguem-se os cargos de almoxarife do Paço, de escrivão, de mestre de obras e de relojoeiro. Curiosamente nessa ordenação dava-se a instrução para que todos os destituídos desses cargos teriam direito a serem pagos, enquanto fossem vivos. Esta ordenação de demolição vai durar muitos anos até ser integralmente cumprida.&lt;br /&gt;Foi também nesse período que se instalou em Almeirim a poetisa Alcipes, Dona Leonor, futura Marquesa da Alorna, na companhia de seu pai D. João de Almeida Portugal, após um prolongado cativeiro de 18 anos, por ser da família Távora e pela acusação de ter emprestado uma espingarda aos conjurados do atentado real. Dona Leonor permanece em Almeirim, onde certamente escreveu muitos dos seus poemas, até ao ano de 1779, quando se casou com o Conde de Oyenhausen e viajou com ele para Viena de Austria. Só voltará a Almeirim após as Invasões Francesas e então aqui permanece primeiro numa luta tenaz pela recuperação do património que fora confiscado a seu irmão D. Pedro, acusado de traidor e condenado à morte por D. João VI e depois vivendo faustosamente e organizando no Palácio da Alorna os célebres saraus políticos e culturais, onde se divulgavam os ideias liberais, de que era militante activa pois foi fundadora da célebre Sociedade da Rosa, organização determinante na difusão do movimento liberal.&lt;br /&gt;Almeirim foi assim também um palco importante do pré romantismo e a Alorna um centro cultural de grande relevo histórico.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8450111479803273912?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8450111479803273912/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/estagnacao-alcipes-e-o-pre-romantismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8450111479803273912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8450111479803273912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/estagnacao-alcipes-e-o-pre-romantismo.html' title='Estagnação; Alcipes e o pré romantismo – História de Almeirim (19)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SlU9zKn6b9I/AAAAAAAAAVE/E3GkAigAzm0/s72-c/200px-Marquesa_de_Alorna_par_pitschmann_1780_lis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7804213050009870696</id><published>2009-07-04T12:15:00.000-07:00</published><updated>2009-07-04T12:20:15.721-07:00</updated><title type='text'>Novamente o “Espírito de Almeirim” – Invasões Francesas – História de Almeirim (18)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sk-rNi7UFBI/AAAAAAAAAU8/Fj7VNXSfBrg/s1600-h/InvasÃµes+Francesas.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354686731169043474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sk-rNi7UFBI/AAAAAAAAAU8/Fj7VNXSfBrg/s320/Invas%C3%B5es+Francesas.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Revolução Francesa, o Império Napoleónico e as Invasões Francesas, irão influenciar toda a política nacional e provocar grandes alterações sociais e económicas que se exprimirão em Portugal através da Revolução Liberal e da Guerra Civil.&lt;br /&gt;Almeirim foi palco de um notável e importantíssimo episódio que foi decisivo para a preservação de Portugal como Reino, durante a 3ª Invasão comandada pelo General  Massena.&lt;br /&gt;Massena e suas tropas chegaram até Santarém e aí estacionaram, com o objectivo de cercar Lisboa e conseguir vencer  Beresford. Para tal definiam como estratégia essencial atravessar o Tejo para cercar a capital também pela margem sul. O Comandante da Legião Portuguesa ao serviço de Napoleão era D. Pedro de Almeida e Portugal, o 3º Marquês da Alorna e por conseguinte um almeirinense.&lt;br /&gt;A população de Santarém foge com a chegada de Massena e pelo porto de Alfange atravessa o Tejo e refugia-se em Almeirim e Alpiarça, onde é muito bem acolhida.&lt;br /&gt;As tropas Luso-Britanicas, mais propriamente o Comando de cavaria 10, comandadas pelo Visconde de Barbacena, acampam no campo de Almeirim para evitarem a travessia de Massena e da Legião Portuguesa. Como curiosidade refira-se que integrava esse corpo de cavalaria o jovem Alferes Bernardo de Sá Nogueira, futuro Marquês de Sá da Bandeira.    Durante essa estadia fazem os franceses diversas tentativas de atravessar o Tejo, sempre infrutíferas pois são sistematicamente derrotadas pela acção deste exercito que teve sempre o apoio da população de Almeirim e Alpiarça. Este apoio não foi apenas logístico mas também de participação directa em todas as lutas e  escaramuças que se sucederam, durante um largo período de tempo. Esta  população heroica , tinha ainda presente o tão nobre Espírito de Almeirim e contribuiu decisivamente para a derrota da ultima tentativa de Napoleão Bonaparte de conquistar o Reino de Portugal.&lt;br /&gt;Como consequência directa da participação do 3º Marquês da Alorna ao lado de Napoleão, o Príncipe Herdeiro D. João, futuro Rei, confisca todos os seus bens e declara a sua condenação à morte. D. Pedro de Almeida Portugal acaba por vir a morrer na campanha da Russia, ainda ao serviço do Imperador. Uma parte da Quinta da Alorna ( o Mouchão de Alfange) é destacada e entregue como mercê ao Barão de Alvaiázere. Uma parte de um destacamento da Coutada Real, na zona de Alpiarça, é entregue como mercê a João de Sousa Falcão, que recebe em 1814, também o título de Visconde de Alpiarça. A partir de então a família Sousa Falcão passa a ser a família dominante da então aldeia de Alpiarça, que só posteriormente através da reforma administrativa de Passos Manuel, passou a integrar o Concelho de Almeirim.&lt;br /&gt;O importante agora é registar que esta estadia das tropas Luso-Britanicas nos campos de Almeirim, criaram em vários dos militares aqui estacionados laços com os locais e alguns deles passaram vieram a adquirir património no local, nomeadamente o Marquês de Sá da Bandeira.&lt;br /&gt;A estrutura fundiária de Almeirim foi mantida com grandes domínios territoriais, mantendo-se os anteriores e agora com outros que passarão também a integrar a classe dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7804213050009870696?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7804213050009870696/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/novamente-o-espirito-de-almeirim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7804213050009870696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7804213050009870696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/novamente-o-espirito-de-almeirim.html' title='Novamente o “Espírito de Almeirim” – Invasões Francesas – História de Almeirim (18)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sk-rNi7UFBI/AAAAAAAAAU8/Fj7VNXSfBrg/s72-c/Invas%C3%B5es+Francesas.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-800850030169441205</id><published>2009-07-03T11:35:00.000-07:00</published><updated>2009-07-03T11:39:30.263-07:00</updated><title type='text'>Os Grandes Proprietários de Almeirim, de antes do Liberalismo. História de Almeirim (17)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sk5P8w9XTjI/AAAAAAAAAU0/7wkxaH_-Jqg/s1600-h/D.+Pedro+de+Almeida+32+Vice+Rei+da+India.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5354304912343125554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 218px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sk5P8w9XTjI/AAAAAAAAAU0/7wkxaH_-Jqg/s320/D.+Pedro+de+Almeida+32+Vice+Rei+da+India.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; D. Pedro de Almeida - 32º Vice Rei da Índia &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O relatório do Padre Gaspar Coelho da Silva de 1758, dá conta da afectação que sofreu o Paço e a Capela Real de Almeirim, em consequência do terramoto de 1755, que está comprovado que Almeirim,  atingiu o grau 7 de acordo com moderna escala de Richter.  O Paço foi afectado mas não ruiu, o que infelizmente aconteceu com a magnífica e imponente Capela Real.&lt;br /&gt;Já narramos a última estadia do Rei D. José I e de sua Corte, no ano de 1767. Esta estadia marca o final da Vila Real e o início de um outro processo, com uma dinâmica já rural e mercantilista, que permite manter a população existente e uma curiosa história de diversas tentativas de vocação, que no decorrer dos cem anos subsequentes irão acontecer.&lt;br /&gt;Comecemos por referir que desde D. Pedro II, passou a haver uma tendência para a constituição de grandes propriedades de alguns fidalgos e também das ordens religiosas, não apenas daquelas, que tinham conventos em Almeirim, mas também das que tinham sedes em Santarém.&lt;br /&gt;O primeiro fidalgo a criar na zona um grande conjunto patrimonial e passar a ser o maior proprietário da região é o 3º Duque de Palmela, que deve ter recebido de dote real, toda essa enorme propriedade que estava sobranceira a toda a margem esquerda da Ribeira de Muge. D. Jaime, o 3º Duque de Palmela, casou com a Infanta  ….filha do Rei D. Pedro II.&lt;br /&gt;É ainda como resultado da simpatia de D. Pedro II por Almeirim e da sua presença frequente no Paço Real, que outro fidalgo de grande prestígio começa a adquirir património em Almeirim. Trata-se de D. Pedro de Almeida Portugal, que começa a adquirir muitos direitos patrimoniais, em particular o Casal do Vale de Nabais, que era património de S. João do Alporão. A esta propriedade vai acrescentando varias outras que lhes estavam anexas e aumentando assim todo um vasto património que viria a originar a Quinta da Alorna. D. Pedro de Almeida que foi um dos mais distintos militares e servidores do rei D. Pedro II e de seu filho, que lhe conferiu a sua ultima grande responsabilidade, através da sua nomeação como 32ª Vice Rei da Índia.&lt;br /&gt;Outra grande casa fidalga que se instala em Almeirim, é a Casa dos Condes de Atalaia, que recebem em 1769 a mercê de gestão do Paço dos Negros, passando a deter todo um vasto território patrimonial, que acompanhava toda a margem direita da Ribeira de Muge e tinha sede em Benfica do Ribatejo, a Quinta de Santa Marta.&lt;br /&gt;Em 1781 também os Duques de Palmela recebem vasto património, através de mercê da Rainha D. Maria I a favor de D. Alexandre de Sousa Hosltein e que poderá ser referenciado nos dias de hoje através da Quinta da Lagoalva, cujos domínios territoriais iriam desde a charneca da Parreira até ao Tejo nas proximidades de Alpiarça.&lt;br /&gt;A família Câmara Coutinho, Senhores das Ilhas Desertas e da Ilha de Taipa, era entre todas as que detinham vasto património territorial, aquela que mais intimamente estava ligada à Vila, porquanto o seu Palácio estava situado nas proximidades do Paço Real e todo o seu património rústico se desenvolvia a partir dele, quer na direcção de Alpiarça, quer para Sul nas charnecas limítrofes da Coutada.&lt;br /&gt;A esta referência aos detentores do património fundiário circundante à Coutada e à Vila, que representavam a classe dominante, deveremos acrescentar a Família Mota Cerveira, servidores de várias gerações como Monteiros Mor da Coutada, como Almoxarifes do Paço, como Oficiais de Justiça, sendo em consequência de todos esses serviços, a família merecedora de Brasão de Armas e aquela que teria mais raízes e ligações à Vila.&lt;br /&gt;O ambiente social e económico, de Almeirim desde o Terramoto até á Revolução Liberal e Guerra Civil, é assim tipicamente de carácter feudal, em que estes grandes senhores feudais e  também as Ordens Religiosas, garantem a fixação da população, através do relacionamento típico da enfiteuse, dos forais e por último do arrendamento. &lt;br /&gt;Também nesta época, mais precisamente a partir de 1970, começam os aforamentos de terrenos nas imediações do terreiro do Paço, que irão constituir a abertura para a nova construção urbana da Vila.&lt;br /&gt;A Feira Franca de S. Roque, que teria sempre lugar a 16 de Agosto, instituída por alvará do Rei D. João V em 1729, dá uma ideia clara da centralidade regional de Almeirim, nessa época, também como pólo de trocas e venda de excedentes da produção agrícola que era predominantemente de auto-consumo, mas onde estava generalizada a pastorícia e exploração das matas como produtoras de madeira e de matéria orgânica que servia de adubo das hortas e das restantes culturas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-800850030169441205?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/800850030169441205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/os-grandes-proprietarios-de-almeirim-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/800850030169441205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/800850030169441205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/07/os-grandes-proprietarios-de-almeirim-de.html' title='Os Grandes Proprietários de Almeirim, de antes do Liberalismo. História de Almeirim (17)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sk5P8w9XTjI/AAAAAAAAAU0/7wkxaH_-Jqg/s72-c/D.+Pedro+de+Almeida+32+Vice+Rei+da+India.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-3932077075728438081</id><published>2009-06-26T08:51:00.000-07:00</published><updated>2009-06-26T08:54:10.280-07:00</updated><title type='text'>Momento para uma Reflexão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SkTu6PGMZbI/AAAAAAAAAUk/EEGd_CWGlLg/s1600-h/Selo+da+Vila.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5351664941475325362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 316px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SkTu6PGMZbI/AAAAAAAAAUk/EEGd_CWGlLg/s320/Selo+da+Vila.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes capítulos que tenho vindo a publicar, são modestos contributos pessoais, que têm como objectivo o reconhecimento público para o importante protagonismo que Almeirim teve, na História de Portugal.&lt;br /&gt;Termina com os graves danos que afectaram o Paço Real, decorrentes do terramoto de 1755, uma fase crucial da evolução desta muito digna e importante Vila de Almeirim.&lt;br /&gt;Almeirim deixará a partir de então, de ser sede do reino ou simplesmente habitação dos reis de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim não foi apenas a “Sintra do Ribatejo ou de Inverno”, foi muito mais importante o seu protagonismo na História de Portugal e até do Mundo, do que esta tradicional adjectivação, que satisfez alguns dos seus cronologistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim foi durante cerca de 150 anos, praticamente toda a 2ª Dinastia, um dos principais centros de decisão da política mundial e principal sede da governação portuguesa e que durante essa época construiu um Império espalhado por todo o planeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por ter perdido as suas referências patrimoniais, que o reconhecimento português para com Almeirim, ficou irremediavelmente esbatido.&lt;br /&gt;Também se esbateu a memória do passado nos seus próprios habitantes.&lt;br /&gt;Almeirim perdeu o seu carisma de outrora, porque não conseguiu manter visível qualquer referência ao seu passado heróico e glorioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recuperar essas referências é assim um passo determinante, para a recuperação desse carisma, que tantas oportunidades novas, poderá originar e que reforçará certamente o orgulho próprio, de todos os almeirinenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá muito poucas cidades de Portugal, que suplantem ou equiparem com Almeirim, no protagonismo da História de Portugal. Porém há muitas dessas cidades, que pelo património que mostram e divulgam, são importantes centros de estudos académicos e pólos de interesse turístico e cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Construir uma “maquete” da Vila Real de Almeirim, seria uma obra com um enorme valor referencial.&lt;br /&gt;Mas poderíamos ir um pouco mais longe…&lt;br /&gt;As modernas tecnologias, em particular a informática abrem hoje a possibilidade de recriar todo esse património destruído e também as vivências dessas épocas.&lt;br /&gt;É o que em todo o mundo civilizado se faz através dos chamados Centros Interpretativos da História.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recriar Almeirim antiga, com os seus Paços e a sua Coutada, com a Ermida e a Pousada de S. Roque, com os Conventos da Serra e da Ordem Terceira de S. Francisco, com a sua Igreja quinhentista, com a Capela Real, a Horta e as Cavalariças, com os Palácios e com os seus bairros iniciais de servidores, é absolutamente possível e diria essencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizar este projecto, seria desde logo um enorme benefício, pois ele exigiria estudos rigorosos, mobilizando-se académicos, historiadores, recolhendo-se e classificando-se informação, que só por si já representaria uma enorme importação de dinâmica cultural e também de mobilização local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expor toda esta importantíssima referência em lugar público seria originar todo um vasto leque de reacções em cadeia, desde novas motivações empresariais para a terra, passando pelo mais importante que era a possibilidade de melhorar substancialmente a formação dos nossos filhos, a recuperação da memória colectiva e um substancial reforço na dinâmica turística.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim prosseguirá a sua história até aos dias de hoje, e muita coisa de importante para Portugal, continuará a ter nesta terra abençoada, a iniciativa de um protagonismo de elevadíssima importância e que infelizmente, é a parte da sua história magnífica, menos divulgada e valorizada.&lt;br /&gt;Esta nova fase talvez seja porém mais atractiva, pois começarão a surgir como protagonistas alguns dos nossos antepassados e também muitas recordações de muitos, que ainda hoje felizmente, estão entre nós.&lt;br /&gt;Continuaremos em próximos capítulos, a tentar no mesmo jeito de síntese, a transmitir esse conhecimento, que fui procurando adquirir, ao longo de vários anos de estudos, de conversas e de pesquisas, motivado pela paixão pela minha terra, pelo espaço onde fui educado e pelo ambiente, que contribuiu decididamente para a minha formação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas impunha-se neste momento crucial da História de Almeirim, fazer uma pequena reflexão. Pois tudo isto só terá sentido se originar uma dinâmica de acção, que proporcione as condições para realização de um projecto, que vise recuperar Almeirim do caminho da vulgaridade e constitua motivação essencial para a recuperação do seu lugar de excelência e distinção.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-3932077075728438081?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/3932077075728438081/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/momento-para-uma-reflexao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3932077075728438081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3932077075728438081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/momento-para-uma-reflexao.html' title='Momento para uma Reflexão'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SkTu6PGMZbI/AAAAAAAAAUk/EEGd_CWGlLg/s72-c/Selo+da+Vila.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-300072305140855663</id><published>2009-06-23T14:50:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T15:15:11.798-07:00</updated><title type='text'>A última estadia da Corte em Almeirim - História de Almeirim (16)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SkFQqWs3WnI/AAAAAAAAAUc/Vc6JkEBuHCU/s1600-h/Carta+Montarias.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5350646520871344754" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 235px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SkFQqWs3WnI/AAAAAAAAAUc/Vc6JkEBuHCU/s320/Carta+Montarias.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Carta das Montarias da vila de Santarém e da Coutada de Almeirim (1775)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O reinado de D. João V, não foi muito favorável às vivências no Paço de Almeirim.&lt;br /&gt;Os novos hábitos sociais copiados da corte francesa, não eram agora muito compatíveis com a austeridade arquitectónica do Paço de Almeirim e também eram muito diferentes relativamente às tradições nacionais, que tinham tido forte expressão nesta Vila Real.&lt;br /&gt;O Príncipe das Beiras D. José, futuro rei mantinha porém esses gostos antigos, pois era exímio cavaleiro e também aficionado à arte portuguesa da tauromaquia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por esse facto D. José frequentou Almeirim e também o Paço de Salvaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terramoto de 1755, foi dramático para a Vila Real.&lt;br /&gt;O Paço sofreu danos importantes e a Capela Real acabou mesmo por ruir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nobres que aqui tinham património logo reagiram e tentaram que o Rei D. José I, determinasse a recuperação dos edifícios afectados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi uma longa acção de tentativa de influência na Corte, que acabou por ter o efeito do Rei decidir vir até Almeirim para verificar os estragos ou talvez com esta sua decisão tentar impor o seu desejo de recuperar o Paço real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tendo o Paço condições para receber a visita real e sua comitiva foi um rico almeirinense, que disponibilizou a sua habitação para D. José se instalar.&lt;br /&gt;D. Gastão da Câmara Coutinho, senhor das Ilhas desertas e da Taipa, era estanqueiro em toda a região (monopolista da distribuição de tabaco) e essa sua qualidade dava-lhe suficiente dinheiro para ter tido de imediato condições para recuperar a sua própria casa, também ela afectada pelo terramoto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como esse palacete recuperado serviria para instalar o Rei e sua comitiva, D. Gastão construiu de raiz uma casa para nessa altura de instalar a si próprio e a sua família.&lt;br /&gt;Esta última habitação, é a casa onde hoje vivo e que meu trisavô comprou a um dos netos de D. Gastão, mantendo em traços gerais o aspecto exterior dessa época, ou seja 1765.&lt;br /&gt;A casa onde D. José se instalou nesse ano de 1767, sofreu modificações exteriores de alguma monta e que lhe alteraram significativamente a sua traça, mas mantém, ao que sempre me foi dito, a mesma imponência que teria nessa época. É uma casa que também foi comprada pelo meu trisavô, a um dos netos de D.Gastão, que passou a ser a habitação de sua família e depois de herdada por um dos seus netos, Vasco Santo Andrade, veio a ter a remodelação já na década de 40 do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta estadia no ano de 1767, do Rei D. José, veio a ser a última estadia da corte, na Vila Real de Almeirim.&lt;br /&gt;Por um lado a recuperação da baixa lisboeta foi a prioridade do Marquês do Pombal, por outro pelo facto dos estragos do Paço de Salvaterra terem sido menores, perante as limitações orçamentais, a recuperação do Paço de Almeirim, foi preterida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época em que era almoxarife e primeiro responsável pela Coutada, João da Mota Cerveira, é nomeado Pedro Gualter da Fonseca como mestre-de-obras do Paço, o que ainda permite que alguns mantivessem a esperança da recuperação..&lt;br /&gt;Porém, essas obras deixaram de ter verbas para a sua concretização.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, talvez entre 1772 e 1774, é retirado do Paço de Almeirim, com destino ao Palácio de Sintra, o enorme fogão em mármore, que é uma impressionante obra do renascentismo.&lt;br /&gt;Este acto, marca na prática o fim do Paço Real de Almeirim, como aposento dos reis de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. José antes de morrer, quis prestar uma homenagem à família servidora dos Mota Cerveira, ao fazer publicar no ano de 1777, a Carta de brasão de armas ao bacharel José da Mota Cerveira, cavaleiro fidalgo, filho do anterior almoxarife do Paço.&lt;br /&gt;A família Mota Cerveira, ainda hoje tem vários descendentes directos como habitantes da cidade de Almeirim e deverá ser assim, talvez a mais antiga, das famílias tradicionais da terra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-300072305140855663?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/300072305140855663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/ultima-estadia-da-corte-em-almeirim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/300072305140855663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/300072305140855663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/ultima-estadia-da-corte-em-almeirim.html' title='A última estadia da Corte em Almeirim - História de Almeirim (16)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SkFQqWs3WnI/AAAAAAAAAUc/Vc6JkEBuHCU/s72-c/Carta+Montarias.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-3887761662378766518</id><published>2009-06-21T05:18:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T08:30:52.264-07:00</updated><title type='text'>da Vila Real à nobre Vila Rural - História de Almeirim (15)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sj4leQfLUlI/AAAAAAAAAUM/08q-FA2R2Gg/s1600-h/Duque+de+Cadaval.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349754609114763858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sj4leQfLUlI/AAAAAAAAAUM/08q-FA2R2Gg/s320/Duque+de+Cadaval.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; D. Jaime o 3º Duque de Cadaval&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As demonstrações de coragem do infante D. Pedro, futuro rei de Portugal, ao agarrar os toiros pelos cornos, vieram a ocasionar mudanças substanciais na forma de lidar toiros nos festejos tauromáquicos.&lt;br /&gt;Nos limiares do século XVIII, passaram os cavaleiros nobres a tourear a cavalo, mas depois apeando-se rematavam essa lide matando os toiros a pé e de espada.&lt;br /&gt;Esta era uma forma muito mais impressionante e emotiva de enfrentar o toiro e de lhe dar a morte. Esta emoção renovada, veio a ter como consequência uma popularidade acrescida das corridas de toiros.&lt;br /&gt;Foi uma nova fase de rejuvenescimento da tauromaquia que viria a ter, mais uma vez, como palco dominante a Vila Real de Almeirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande personalidade do toureio equestre deste século é D. Jaime, o 3º Duque de Cadaval (1684-1749).&lt;br /&gt;Os lugares onde ficam registadas para a história as suas maiores actuações são a Praça da Junqueira em Lisboa e a Praça de Madrid. Crónicas da época dizem que quando D. Jaime actuava, havia sempre Praça cheia e que a Junqueira teria uma lotação de mais de 12.000 pessoas.&lt;br /&gt;D. Jaime é reconhecido também como um grande toureiro a cavalo e um grande estoqueador, por muitos cronistas espanhóis da época.&lt;br /&gt;Ele toureou até às vésperas de sua morte.&lt;br /&gt;Mas D. Jaime não foi apenas um toureiro, ele é a primeira referência portuguesa a criar toiros de lide através de uma selecção apurada. Ou seja, ele é o primeiro dos ganadeiros a seleccionar com critério, visando a nova forma de tourear.&lt;br /&gt;Esta sua ganadaria é instalada em Almeirim, nas charnecas da Ribeira da Muja (Muje), muito provavelmente a partir de vacas, que pastavam de forma selvagem na coutada real e nos limítrofes.&lt;br /&gt;O facto de D. Jaime se instalar em Almeirim deve estar realcionado com o facto de ter sido casado com D. Luísa de Portugal, filha do Rei D. Pedro II.&lt;br /&gt;D. Luísa casou em primeiras núpcias com D. Luís Ambrósio de Melo, o 2º Duque de Cadaval e irmão de D. Jaime, que morreu muito novo. Porém é muito natural de que todo o património da Casa Cadaval tenha sido oferecido de dote pelo Rei neste primeiro casamento, sendo portanto consistente a hipótese de todo esse vasto património ter sido um destacamento das montarias vizinhas à Coutada Real de Almeirim.&lt;br /&gt;Ao instalar-se nas imediações de Almeirim, D. Jaime centraliza para as proximidades toda uma apetência de outros nobres e Lavradores, que também quiseram iniciar-se na criação de toiros bravos. Outra ganadaria referenciada na mesma época é a de Rafael José da Cunha, que deveria estar sedeada também nos limites da coutada de Almeirim, entre Alpiarça e a Chamusca.&lt;br /&gt;Mais tarde muitos outros nobres, irão adquirir na jurisdição de Almeirim terras, para instalarem nelas as suas ganadarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode afirmar com muita consistência que esta nova procura de terras para instalar ganadarias, tinha um objectivo de actividade económica, pois os toiros não eram ainda nessa época vendidos e a sua carne era normalmente oferecida, para Instituições de caridade. Mas contribuíram para manter algum emprego e atraíam visitantes aos festejos tauromáquicos e por esse facto incrementaram o comércio. Por outro lado esta nova forma de criar animais, veio sim motivar a criação de gado bovino para venda no mercado, para trabalhos de tracção e de transporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim foi assim o centro onde se instalaram as primeiras ganadarias portuguesas e também passou a ser um importante centro de treinos dos grandes cavaleiros toureiros e onde se realizavam muitos e importantes espectáculos tauromáquicos.&lt;br /&gt;Passou também a ser um importante centro de criação de bovinos para a tauromaquia, para o trabalho e para o transporte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-3887761662378766518?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/3887761662378766518/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/da-vila-real-nobre-vila-rural-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3887761662378766518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3887761662378766518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/da-vila-real-nobre-vila-rural-historia.html' title='da Vila Real à nobre Vila Rural - História de Almeirim (15)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sj4leQfLUlI/AAAAAAAAAUM/08q-FA2R2Gg/s72-c/Duque+de+Cadaval.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-6427957993785958072</id><published>2009-06-20T15:52:00.000-07:00</published><updated>2009-06-20T15:55:04.558-07:00</updated><title type='text'>A nova vocação do Paço de Almeirim – História de Almeirim (14)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sj1ogkbkazI/AAAAAAAAAUE/OIrCsvOSGRQ/s1600-h/D.+Pedro+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5349546841130429234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sj1ogkbkazI/AAAAAAAAAUE/OIrCsvOSGRQ/s320/D.+Pedro+II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Durante o período “Filipino” os nobres que em Almeirim possuíam terras e casas, pela motivação de aqui ser local de frequência da Corte, deixaram de as frequentar e cederam direitos a rendeiros ou atribuíram forais a servidores.&lt;br /&gt;Degradou-se assim muito património local, por ausência de motivação para a manutenção, mas garantiu-se um mínimo de vivência social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi D. Pedro II, quem voltou a frequentar o Paço Real.&lt;br /&gt;Ainda como Infante e proprietário de toda a “Casa do Infantado” por mercê de seu pai que a fundou através dos bens confiscados aos nobres que foram considerados traidores por terem estado ao serviço dos Filipes.&lt;br /&gt; Este Infante teve uma presença assídua no Paço de Almeirim, mas também no de Salvaterra, motivado pela sua paixão, que eram mais uma vez as Corridas de Toiros e as lides tauromáquicas.&lt;br /&gt;D. Pedro, filho de D. João IV, desde muito jovem que foi um grande entusiasta das lides tauromáquicas, tendo sido toureiro a cavalo e também considerado o primeiro português a pegar os toiros pelos cornos, ou seja iniciador da tradição genuinamente nacional, do Pegador de Toiros ou Forcado, como muito mais tarde se passou a chamar.&lt;br /&gt;Foi D. Pedro II, que mandou transladar o corpo do Cardeal de Almeirim, para os Jerónimos em Lisboa.&lt;br /&gt;Foi ainda D. Pedro II, que através de carta aos moradores de Almeirim, dá o primeiro sinal de emancipação relativamente à propriedade real, ou seja dá a abertura para a sociabilização e dinamização económica da vila, que irá permitir a sua evolução.&lt;br /&gt; Esta emancipação foi feita de acordo com algumas garantias, nomeadamente ao nível da permanência temporal e de alguns serviços, os habitantes e servidores do paço, poderiam passar a beneficiar de direitos de propriedade hereditários, na propriedade real.&lt;br /&gt; Era assim, o início da possibilidade de estabelecimento em Almeirim e simultaneamente de aumento do número de seus habitantes.&lt;br /&gt; Enfim de uma nova e moderna motivação para o seu crescimento, preservação e evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Pedro II é assim o primeiro responsável pela nova imagem de Almeirim.&lt;br /&gt;É a imagem que mais vulgarmente é passada…&lt;br /&gt;Almeirim a “Sintra de Inverno”, onde a Casa Real passava algumas temporadas de descanso e recreio.&lt;br /&gt;Infelizmente esta é a imagem mais divulgada, mais fútil e menos apreciada, que menospreza o importante protagonismo histórico e cultural de Almeirim, durante toda a dinastia de Avis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi porém muito importante para Almeirim que os reis voltassem a aqui estabelecer-se e motivou muitos dos habitantes locais a aqui permanecerem.&lt;br /&gt;Tudo isto é evidenciado na primeira e segunda década do século XVIII, através autorização de D. João V, de pagar a instalação de um médico e um boticário na Vila e pela instituição da feira franca de S. Roque.&lt;br /&gt;Também nomeia Arquitecto e disponibiliza verbas para obras no Paço, dando assim a indicação a sua família e aos seus descendentes da vontade de continuar a manter esta nova vocação de Almeirim, ser local de estância da família real.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-6427957993785958072?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/6427957993785958072/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/nova-vocacao-do-paco-de-almeirim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6427957993785958072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6427957993785958072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/nova-vocacao-do-paco-de-almeirim.html' title='A nova vocação do Paço de Almeirim – História de Almeirim (14)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sj1ogkbkazI/AAAAAAAAAUE/OIrCsvOSGRQ/s72-c/D.+Pedro+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-4764168091932749931</id><published>2009-06-18T14:33:00.001-07:00</published><updated>2009-06-18T14:35:35.845-07:00</updated><title type='text'>Apoio aos "Conjurados" - História de Almeirim (13)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sjqy8ooVy8I/AAAAAAAAATs/rr-a3hobCuk/s1600-h/Conjurados.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348784262224399298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 286px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sjqy8ooVy8I/AAAAAAAAATs/rr-a3hobCuk/s320/Conjurados.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Portugal estava empobrecido após 60 anos da governação Filipina.&lt;br /&gt; Perdêramos muitas das possessões ultramarinas e o controle das rotas marítimas.&lt;br /&gt; Os Holandeses e os Piratas, beneficiavam agora da nossa incapacidade de gestão.&lt;br /&gt; As promessas de Filipe I, de dar tensas a muitos fidalgos e de nunca colocar estrangeiros na governação de Portugal, já há muito que não eram cumpridas.&lt;br /&gt; A castelhana Duqueza de Mantua, era a Vice Rainha de Portugal.&lt;br /&gt;Os descendentes e herdeiros da nobreza, que havia sido subornada, estavam agora revoltados e os sentimentos nacionalistas tinham voltado aos seus espíritos.&lt;br /&gt;Chamaram-lhes “os Conjurados” a esse grupo de nobres, cujos antepassados não quiseram sentir o “Espírito de Almeirim”, mas que agora se determinavam a seguir a vontade do povo.&lt;br /&gt;Durante dois anos tentaram em vão mobilizar a vontade do Duque de Bragança e herdeiro legítimo de Dona Catarina, para assumir a responsabilidade de uma revolta.&lt;br /&gt;D. João era um dos mais ricos homens de toda a península e também um dos mais influentes. Bastará referir que tinha um exército pessoal de cerca de 13.000 homens.&lt;br /&gt;Mas D. João era também um homem sensato e não embarcou em aventuras precipitadas. Chegaram os Conjurados a propor uma Republica de Nobres e também que D. Duarte de Bragança, o Marquês de Trevilha, tio de D. João, aceitasse a liderança da revolução.&lt;br /&gt;A oportunidade surgiu quando Filipe IV se viu envolvido entre duas frentes de guerra, no sentido territorial oposto ao de Portugal.&lt;br /&gt; Foi o seu envolvimento na guerra dos Trinta anos e sobretudo a Revolta da Catalunha, que exigiu uma enorme mobilização, para os quais também foram recrutados muitos portugueses.&lt;br /&gt;Foi então que D. João, Duque de Bragança, que vivia em Vila Viçosa, deu o seu aval ao movimento. Aquele era o momento da oportunidade.&lt;br /&gt;Na manhã de 1 de Dezembro de 1640, os Conjurados invadem o Paço de Lisboa e declaram a independência de Portugal e D. João como seu Rei.&lt;br /&gt;Almeirim, jubilou com o conhecimento do facto e foi das primeiras Vilas a aderir ao movimento.&lt;br /&gt;Em Janeiro de 1641, reúnem-se Cortes em Lisboa e D. João IV é formalmente aclamado Rei de Portugal.&lt;br /&gt; Seguir-se-á a guerra da Restauração, com muitas escaramuças fronteiriças e a batalha do Montijo (Badajoz) em que tivemos uma vitória redutora.&lt;br /&gt;O facto de D. João IV ser um homem muito poderoso e de ter um exército próprio, foi determinante para a nossa independência, pois em Portugal nessa época tudo faltava, nem sequer cavalos tínhamos, pois tinham sido exterminadas muitas coudelarias.&lt;br /&gt;Quando salientamos o “espírito de Almeirim” é porque nessa época foi efectivamente necessário encontrar toda uma vontade colectiva, que tinha na sua base o sentimento patriótico, para conseguir vencer todas as inúmeras adversidades e manter a revolução vitoriosa.&lt;br /&gt; Foi feito na época o lançamento da “dizima”, um imposto que obrigava a todos pagar  10% dos seus rendimentos para a salvação da pátria e não há nenhum indicador histórico, de que esse imposto tenha provocado qualquer mal estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1643 D. João IV está em Almeirim, pois são registadas ementas reais de banquetes no Paço Real.&lt;br /&gt;Almeirim tinha sabido manter o seu nobre estatuto de Vila Real de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reconhecimento espanhol da independência nacional, só veio a ser formalizado pelo tratado de Lisboa em 1668 e assinado pelo Rei de Espanha Carlos II e pelo Rei de Portugal, D. Afonso VI.&lt;br /&gt; Entretanto o reinado de D. João IV, fora uma sequência heróica de inúmeras conquistas, na recuperação dos territórios portugueses de além-mar, que nos iriam permitir manter a nossa independência.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-4764168091932749931?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/4764168091932749931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/apoio-aos-conjurados-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/4764168091932749931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/4764168091932749931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/apoio-aos-conjurados-historia-de.html' title='Apoio aos &quot;Conjurados&quot; - História de Almeirim (13)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sjqy8ooVy8I/AAAAAAAAATs/rr-a3hobCuk/s72-c/Conjurados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-3026094044444191217</id><published>2009-06-15T10:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-15T10:37:40.011-07:00</updated><title type='text'>O distanciamento real da 3ª Dinastia - História de Almeirim (12)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SjaFewLPMKI/AAAAAAAAATc/YKTvHXO1DCU/s1600-h/Monarchia%20Lusitana_Frontespicio_red.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347608370923647138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 204px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SjaFewLPMKI/AAAAAAAAATc/YKTvHXO1DCU/s320/Monarchia%2520Lusitana_Frontespicio_red.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SjaFK6ruFXI/AAAAAAAAATU/zZOhpJ1wK7w/s1600-h/Filipes.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5347608030146860402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 126px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SjaFK6ruFXI/AAAAAAAAATU/zZOhpJ1wK7w/s320/Filipes.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Filipe II, depois da vitória da batalha de Alcântara, apressa-se na reunião de Cortes para a sua aclamação como rei de Portugal.&lt;br /&gt;Nomeia entretanto, Filipe Terzi e Juan Herrera como arquitectos das obras do Paço de Almeirim, com o objectivo de aqui se poder instalar. Estes porém não conseguem obter as plantas do Paço, numa demonstração inequívoca de boicote, à instalação de Filipe em Almeirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. António Prior do Crato, tinha partido para Inglaterra e preparava novas investidas na sua luta pelos direitos ao trono português, agora com o apoio da rainha britânica Isabel I e também com a simpatia da rainha de França Catarina de Medicis.&lt;br /&gt;O povo mantinha-se fiel a D. António e havia expectativa quanto à sua acção.&lt;br /&gt;Almeirim mantinha o estatuto de Vila real e centro da acção politica portuguesa. Mas os que aqui permaneciam eram os fiéis aos candidatos ao trono portugueses, ou seja a Catarina de Bragança ou a D. António de Portugal (Prior do Crato).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe nunca ousou enfrentar esse “Espírito de Almeirim”, preferindo sempre a técnica dos favorecimentos e do suborno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe resolve então convocar as Cortes para Tomar, em 1581, onde obtivera o apoio da Ordem de Cristo, a mais importante organização religiosa-militar de todo o país.&lt;br /&gt;São avultados os investimentos feitos no Convento de Cristo, para receber as Cortes e o novo rei.&lt;br /&gt;Muito ouro vindo da América, gastou Filipe para conseguir ser Rei de Portugal. Também o imponente exército espanhol comandado pelo Duque de Alba, mantinha-se em Portugal, como garantia de intimidação às resistências nacionalistas.&lt;br /&gt;Depois da sua aclamação nas Cortes de Tomar, Filipe segue para Lisboa, onde permanece e lança a ideia de que reinará a partir da cidade portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo Rei, também não regateou despesas para a conservação e restauros no Paço de Almeirim. Mas nunca chegou a permanecer nele e o mais perto que esteve, foi já no ano de 1582, quando se encontrou com a sua irmã D. Maria viúva do Imperador da Áustria, Maximilano I, no Convento da Serra.&lt;br /&gt;Não deixa de ser surpreendente este facto do encontro ter decorrido naquele lugar e não no Paço de Almeirim, onde muito provavelmente a Imperatriz D. Maria, teria estado instalada. A justificação estará certamente na relutância de Filipe, em enfrentar os seus opositores, que permaneciam em Almeirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também foi no ano de 1582, que se procedeu à transladação dos restos mortais de D. Sebastião, precisamente do Convento da Serra, para os Jerónimos em Lisboa.&lt;br /&gt;Este facto, teve como principal objectivo, desmistificar a crença de que D. Sebastião não teria morrido e terminar com a sequência de falsos párias, que foram surgindo querendo-se fazer passar pelo jovem rei morto em terras do norte de África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As promessas de Filipe I, de fazer de Lisboa a sede do seu Reino, também a de manter a autonomia portuguesa, na governação nacional e dos territórios de além-mar, foram progressivamente entrando no esquecimento.&lt;br /&gt;Seu filho Filipe II ainda demonstra alguma preocupação quanto ao Paço de Almeirim ao atribuir-lhe verbas suficientes para a sua recuperação. Mas apesar de ter estado em visita à região no ano de 1619, não há notícia de em Almeirim ter estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Nobres que permaneceram em Almeirim, nomeadamente os partidários de Catarina de Bragança e todo o povo, mantiveram o ideal nacionalista, durante todo o período de governação dos Filipes.&lt;br /&gt;A terceira dinastia marcou assim um distanciamento da Vila Real, não por alheamento ou desinteresse dos governantes, simplesmente por diplomacia ou habilidade política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse período marca também os primeiros destacamentos da Coutada Real ( reinado de Filipe II) e os primeiros aforamentos ( Foral Velho) na zona da estrada da Santinha ( estrada de Coruche) e ainda o descoutamento de todos os terrenos de aluvião da Vala Velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-3026094044444191217?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/3026094044444191217/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/o-espirito-de-almeirim-razao-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3026094044444191217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3026094044444191217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/o-espirito-de-almeirim-razao-do.html' title='O distanciamento real da 3ª Dinastia - História de Almeirim (12)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SjaFewLPMKI/AAAAAAAAATc/YKTvHXO1DCU/s72-c/Monarchia%2520Lusitana_Frontespicio_red.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-1761042987181909078</id><published>2009-06-08T05:09:00.001-07:00</published><updated>2009-06-08T08:38:25.362-07:00</updated><title type='text'>A personificação do Espírito de Almeirim.   D. António Prior do Crato – História de Almeirim (11)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Si0AHv2Lf5I/AAAAAAAAATM/Z87aF-qDJaA/s1600-h/antonio+Prior+do+Crato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344928465861443474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 191px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Si0AHv2Lf5I/AAAAAAAAATM/Z87aF-qDJaA/s320/antonio+Prior+do+Crato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;As Cortes de Almeirim foram marcadas por diversas afrontas ao nacionalismo português.&lt;br /&gt;Só os representantes da alta nobreza, puderam pernoitar na Vila de Almeirim.&lt;br /&gt;Os representantes do Povo e também alguns do Clero, tiveram de se instalar em Santarém.&lt;br /&gt;D. António Prior do Crato foi impedido de entrar em Almeirim e perseguido pelas tropas reais.&lt;br /&gt;Foi afixada nas portas do Paço de Almeirim, um mandato real para a sua prisão.&lt;br /&gt;D. António estava em primeiro lugar na sucessão do trono e merecia o apoio popular com toda a racionalidade.&lt;br /&gt;Tal como os outros candidatos, D. Catarina de Bragança e Filipe II de Espanha, era neto do Rei D. Manuel I.&lt;br /&gt;Era filho de D. Luís, irmão do Cardeal Rei.&lt;br /&gt;Filho bastardo segundo o Cardeal, mas legitimo segundo o seu pai, que o tinha perfilhado e velado pela sua educação e formação.&lt;br /&gt;D. Luís tinha trazido este seu filho único para Almeirim, onde passou toda a infância e juventude, recebendo uma educação cuidada, durante o reinado de D. João III.&lt;br /&gt;O oposição do Cardeal, à candidatura de D. António, relevava da sua mentalidade eclesiástica fanática e toda a influência dos seus amigos da ordem Jesuíta.&lt;br /&gt;Também dos nobres pró castelhanos.&lt;br /&gt;D. António era filho de uma nova-cristã, ou seja de uma judia convertida ao cristianismo.&lt;br /&gt;Este facto que causava a repugnância do Cardeal Rei, era também no sentido contrário, o que dava mais garantias ao Povo, pois ele não tinha pela sua ascendência maternal, qualquer ligação de interesse com a Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. António era Infante de Portugal e tinha sido sempre um leal ao seu sobrinho D. Sebastião, tendo inclusive participado na batalha de Alcácer Quibir, onde foi feito prisioneiro e posteriormente resgatado após pagamento de uma elevada soma de dinheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expulso de Almeirim, D. António prior do Crato passa a Santarém.&lt;br /&gt;No final do mês de Janeiro de 1580, morre o já há muito senil e moribundo Cardeal Rei.&lt;br /&gt;Quando se anuncia a morte do Cardeal, o “espírito de Almeirim” atravessa o Tejo e o povo também.&lt;br /&gt;D. António Prior do Crato é aclamado Rei em Santarém.&lt;br /&gt;O povo cantou…&lt;br /&gt;Viva El-rei D. Henrique&lt;br /&gt;No Inferno muitos anos,&lt;br /&gt;Por deixar em testamento&lt;br /&gt;Portugal aos Castelhanos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. António avançou então para Lisboa, depois de obter esta aclamação em Santarém.&lt;br /&gt;O povo de Setúbal reúne-se para apoiar o novo Rei aclamado.&lt;br /&gt;No Porto, em Coimbra e em todo o Minho, o povo sai à rua para com regozijo o apoiar.&lt;br /&gt;São muitos que do norte se metem ao caminho para o vir ajudar.&lt;br /&gt;O povo de Lisboa recebe-o com alegria, apoio e simpatia. É também aí aclamado.&lt;br /&gt;Muitos são os nobres que fogem para Espanha e apelam à intervenção de Filipe II.&lt;br /&gt;Este tinha agora um motivo, para invadir Portugal.&lt;br /&gt;Vir em defesa desses nobres, muito mais interessados na defesa dos benefícios e privilégios, do que em dar resposta ao nacionalismo popular.&lt;br /&gt;Filipe II, envia para cercar Lisboa um enorme exército de 30.000 homens, chefiado pelo prestigiado Duque de Alba. Faz ainda sair de Málaga uma frota de cerca de 100 navios de guerra para apoiar este exército no cerco de Lisboa.&lt;br /&gt;D. António prior do Crato, que não tinha tido tempo nem meios para preparar convenientemente nenhum exercito, enfrenta com um grupo de patriotas e trava com os espanhóis a batalha de Alcântara.&lt;br /&gt;Ferido nessa batalha, não consegue resistir ao muito maior poderio militar dos invasores e é levado para Santo Antão do Tojal, onde se cura dos ferimentos.&lt;br /&gt;Segue-se depois numa atitude de total determinação, uma longa e impressionante luta pelos seus direitos.&lt;br /&gt;É uma das páginas mais dignas da história portuguesa, mas também uma das mais frustrantes.&lt;br /&gt;É uma história grandiosa esta luta de D. António Prior do Crato, que deveria orgulhar todos os portugueses, mas que não é este o contexto para a contar.&lt;br /&gt;Fica apenas a referência que D. António, em todos os anos em que não deu tréguas a Filipe II e com isso manteve acesa a esperança nacionalista do povo português, teve apoios significativos de Inglaterra e França, para a sua causa.&lt;br /&gt;A célebre ” armada invencível” que Filipe II, enviou contra Inglaterra e que foi irremediavelmente derrotada, tem também como motivação este apoio britânico à causa de D. António Prior do Crato.&lt;br /&gt;O último espaço do território nacional onde se manteve o “espírito de Almeirim”, foram os Açores e em particular a ilha Terceira, onde se travaram varias batalhas entre D. António Prior do Crato e a frota espanhola, que tudo fez para tentar evitar subjugação à corte espanhola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filipe II, sai vitorioso desta luta pela soberania portuguesa e quando das Cortes de Tomar, que o consagram como Rei dos portugueses, é-lhe atribuída a seguinte frase, referindo-se ai Reino de Portugal :&lt;br /&gt;“Herdei-o; Comprei-o e Conquistei-o”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. António foi o último descendente da dinastia de Avis.&lt;br /&gt;Um digno herdeiro dessa linhagem, que construiu uma Nação.&lt;br /&gt;A sua luta por essa identidade nacional irá manter acesa a chama do nacionalismo português, que a partir da revolta de 1 Dezembro de 1640, irá mobilizar novamente o povo e os nobres patriotas portugueses.&lt;br /&gt;O “espírito de Almeirim” irá sair vencedor e Portugal seguirá o seu rumo histórico, com independência, até aos nossos dias.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-1761042987181909078?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/1761042987181909078/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/personificacao-do-espirito-de-almeirim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/1761042987181909078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/1761042987181909078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/personificacao-do-espirito-de-almeirim.html' title='A personificação do Espírito de Almeirim.   D. António Prior do Crato – História de Almeirim (11)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Si0AHv2Lf5I/AAAAAAAAATM/Z87aF-qDJaA/s72-c/antonio+Prior+do+Crato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8885029276054158310</id><published>2009-06-08T05:02:00.000-07:00</published><updated>2009-06-08T05:08:32.355-07:00</updated><title type='text'>O “Espírito de Almeirim”, origem e significado - História de Almeirim (10)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Siz-iz9StaI/AAAAAAAAATE/gCRc1gJGQjE/s1600-h/image017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344926731798230434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 143px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Siz-iz9StaI/AAAAAAAAATE/gCRc1gJGQjE/s320/image017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com vinda de D. Sebastião para Almeirim, fugindo das intrigas e jogos de poder, para daqui governar, o povo associou esta ligação e o “espírito de Almeirim” passou a estar intimamente ligado à identidade de um povo, como essência de uma governação autónoma e independente, que tinha naquele jovem Rei o seu principal símbolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A campanha de África foi toda ela preparada em Almeirim, de uma forma precipitada dada a ansiedade real.&lt;br /&gt;D. Sebastião morre durante a batalha de Alcácer Quibir no ano de 1578.&lt;br /&gt;É aclamado Rei o Cardeal D. Henrique, que não tendo filhos e sendo já septuagenário, desde logo coloca a questão da herança do reino.&lt;br /&gt;Essa questão motiva a convocação das Cortes de Almeirim do final do ano de 1579 (1ª fase) e Janeiro de 1580 (2ª fase).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só a existência deste “espírito de Almeirim”, justifica a escolha do local das Cortes de 1579 e de 1580, para decisão do futuro de Portugal.&lt;br /&gt;Não foi apenas a necessidade de fugir de Lisboa em consequência da peste, que nessa época vitimou mais de 25.000 portugueses, pois outros lugares haveria, para decidir tão importante questão nacional.&lt;br /&gt;A decisão teria de ter o apoio do povo e só em Almeirim, se poderia encontrar uma solução conciliatória com o “espírito de Almeirim” ou destruir para sempre esse mito popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este “espírito de Almeirim”, pela qual continuaremos a identificar o nacionalismo português, teve na época muitos traidores e dois defensores destacados.&lt;br /&gt;Febo Moniz, como Procurador de todo um Povo e D. António Prior do Crato, herdeiro preferido da grande maioria da população.&lt;br /&gt;A razão de ser deste espírito patriótico e nacionalista estar mais enraizado no Povo do que na Nobreza e no Clero, tem uma lógica de fácil explicação.&lt;br /&gt;A mesma explicação servirá para compreender o protagonismo de D. António Prior do Crato e a sua preferência nas escolhas do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas razões estão na base da divisão entre os Nobres, na questão da independência nacional.&lt;br /&gt;A primeira porque havia a tradição de aproximação e entrosamento familiar entre as famílias nobres, portuguesas e espanholas, através de acordos de casamento.&lt;br /&gt;Nestes acordos eram frequentes a transferência de regalias e de direitos num ou noutro país.&lt;br /&gt;Os filhos desses casamentos estavam assim numa perspectiva da defesa dos seus privilégios acima da noção de Nação, pois poderiam vê-los garantidos por ambos os Reis.&lt;br /&gt;O Cardeal D. Henrique era Rei de Portugal, mas simultaneamente neto dos Reis Católicos, sujeito por consequência a uma influência pela sua família e de pressões de muitos, que defendiam os interesses de Espanha.&lt;br /&gt;Muitos eram assim os Nobres, que tinham diluído o sentimento nacionalista pela via familiar.&lt;br /&gt;No Clero a mesma coisa.&lt;br /&gt;Por um lado a generalidade dos dirigentes clérigos eram nobres e por consequência tinham a mesma forma de encarar o nacionalismo da forma esbatida, como tentei explicitar.&lt;br /&gt;Por outro lado estavam sujeitos à autoridade do Papa, que com muita frequência defendia com mais fulgor os interesses de Espanha do que de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande depositário do sentimento patriótico e nacionalista, era assim o Povo, que recordava os seus ascendentes mortos nas batalhas pela independência e tinha saudade dos seus familiares, que em nome de Portugal garantiam a soberania dos territórios espalhados pelo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As motivações pró-castelhanas, eram estimuladas pela generosidade de Pedro Girão e Cristóvão de Moura, fidalgos portugueses ao serviço do Rei de Espanha, que ofereciam favores e promessas a todos os que apoiassem a causa de Filipe.&lt;br /&gt;Diz-se que nessa época estes dois homens, gastaram verdadeiras fortunas ao Rei de Espanha, na compra da preferência de fidalgos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Febo Moniz, foi assim a voz do povo, ao defender com veemência, como inaceitável, uma decisão de escolha de um estrangeiro, como sucessor real.&lt;br /&gt;A sua coragem, a clareza da sua mensagem e a sua determinação fazem dele um herói de destaque nacional.&lt;br /&gt;Ele expressou naquelas Cortes, a vontade de todo o povo, de preservar o “espírito de Almeirim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ que Vossa Alteza oiça o povo e se tiver direito de eleger, eleja Rei português, porque sendo castelhano não será recebido nem obedecido ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “espírito de Almeirim”, não foi derrotado nas Cortes de 1580, pois nunca chegaram a deliberar sobre a sucessão da coroa portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O já senil Rei Cardeal, morre em Almeirim a 31 de Janeiro de 1580 e fica sepultado na Capela Real, ou de Santa Maria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8885029276054158310?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8885029276054158310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/o-espirito-de-almeirim-origem-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8885029276054158310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8885029276054158310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/o-espirito-de-almeirim-origem-e.html' title='O “Espírito de Almeirim”, origem e significado - História de Almeirim (10)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Siz-iz9StaI/AAAAAAAAATE/gCRc1gJGQjE/s72-c/image017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-3000621722266103020</id><published>2009-06-06T06:40:00.000-07:00</published><updated>2009-06-06T06:53:37.379-07:00</updated><title type='text'>Novo impulso Tauromáquico - História de Almeirim (9)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sipyzorp0_I/AAAAAAAAAS0/-8PfoFzlQYU/s1600-h/Hist.Toiradas9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5344210139247924210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 230px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sipyzorp0_I/AAAAAAAAAS0/-8PfoFzlQYU/s320/Hist.Toiradas9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Alguns historiadores referindo-se a D. Sebastião, afirmam que a sua paixão pelas lides tauromáquicas foram iniciadas ainda muito jovem e teria feito essa aprendizagem na zona de Sintra.&lt;br /&gt;A dedução lógica não é essa, pois da leitura e interligação de outros factos históricos, facilmente se conclui que foi no Paço de Almeirim, que D. Sebastião se iniciou como toureiro.&lt;br /&gt;Passemos então á narração de alguns desses factos.&lt;br /&gt;D. Duarte de Bragança, filho do Duque de Guimarães e de Infanta Dona Catarina, nasceu em Almeirim no ano de 1541.&lt;br /&gt;D. Duarte era um exímio cavaleiro e dedicava-se á lide e morte de toiros em recinto fechado, que na época já se apelidavam de toiradas.&lt;br /&gt;Ele foi o instrutor de seu sobrinho que também se chamava D. Duarte, futuro Marquês de Frechilla. Essa instrução aconteceu em Almeirim, pois era aqui que facilmente se encontravam as melhores condições para a aprendizagem tauromáquica, uma vez que as rezes facilmente eram capturadas na Coutada e conduzidas para a Vila para serem lidadas.&lt;br /&gt;O Marquês de Frechilla é na história da tauromaquia uma personagem destacada, porquanto foi o primeiro a tourear a cavalo de frente para o toiro e a matar com rojão. Ficaram célebres as suas actuações na Plaza Mayor de Madrid, nas grandes festividades organizadas por Filipe II, que viria a ser também, rei de Portugal.&lt;br /&gt;As datas desta aprendizagem, coincidem com a instalação de D. Sebastião em Almeirim, com 14 anos de idade, o que veio dar luz a toda esta questão.&lt;br /&gt;Existe a grande probabilidade de D. Sebastião, ter tido como Mestre da equitação tauromáquica, D. Duarte de Bragança, que era seu parente.&lt;br /&gt;A verdade indiscutível é que no reinado de D. Sebastião, que instalara a Corte em Almeirim a tauromaquia teve um notável impulso e transformou-se num espectáculo popular.&lt;br /&gt;D. Sebastião manda construir a Praça de Toiros de Xabregas, em Lisboa e são muitas as noticias da transumância de toiros bravos, desde a Coutada Real até essa praça, como também dos muitos festejos realizados em Almeirim.&lt;br /&gt;O Rei reconhecia o interesse das lides tauromáquicas na preparação dos fidalgos para a guerra e não podemos esquecer que foi em Almeirim que se preparou a campanha de África que preenchia a mente do jovem rei, que se julgava predestinado na missão de combater os infiéis no Norte de África.&lt;br /&gt;Há um episódio narrado em diversos documentos, que deixam perceber esta relação entre D. Sebastião e D. Duarte de Bragança. Em determinado momento D. Sebastião teria sido acometido de ciúmes pelo prestígio de cavaleiro tauromáquico e pela popularidade de D. Duarte de Bragança. Por este facto não o convidou para uma corrida de toiros que organizou na Praça de Xabregas. D. Duarte ficou ofendido com a atitude e retirou-se para Évora, deixando Almeirim e não mais se relacionou com o Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Espanha Carlos V, também era um grande aficionado à tauromaquia e chegou a convidar D. Sebastião para alguns desses festejos e a tourearem juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última toirada onde D. Sebastião actuou foi em Cadiz, na recepção que Filipe II lhe prestou, antes do embarque para a campanha africana. Estes festejos de Cadiz constituíram um importante acto diplomático do Rei de Espanha e de Nápoles, que justificou através desta homenagem o apoio ao Rei português e simultaneamente a sua não participação na campanha de Africa, para a qual chegou a confirmar a sua colaboração.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-3000621722266103020?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/3000621722266103020/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/novo-impulso-tauromaquico-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3000621722266103020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3000621722266103020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/novo-impulso-tauromaquico-historia-de.html' title='Novo impulso Tauromáquico - História de Almeirim (9)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sipyzorp0_I/AAAAAAAAAS0/-8PfoFzlQYU/s72-c/Hist.Toiradas9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8510027445950850727</id><published>2009-06-03T11:27:00.000-07:00</published><updated>2009-06-03T11:31:13.339-07:00</updated><title type='text'>Capital do Reino - História de Almeirim (8)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SibBGagRWII/AAAAAAAAASc/jG4u1wvdob0/s1600-h/250px-RetratoD_Sebastiao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5343170323859724418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 309px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SibBGagRWII/AAAAAAAAASc/jG4u1wvdob0/s320/250px-RetratoD_Sebastiao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Garcia de Resende narra em verso, no livro «Miscelânea»…&lt;br /&gt;” Grutas, buracos fazia / A Terra se abriu / Água e areia saía / Que enxofre fedia / Isto em Almeirim se viu ”&lt;br /&gt;É uma narração do terramoto de 1531, que atingiu a região de Santarém e Almeirim.&lt;br /&gt;Há notícias de muitas vítimas e de grandes estragos.&lt;br /&gt;O Paço Real é fortemente afectado e sofre graves destruições, que prontamente o rei manda repor fazendo-se as obras necessárias para continuar a ser residência da Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o mais grave acidente histórico que aconteceu em Almeirim, foi a morte do príncipe herdeiro D. João, em 1544, que muitos autores afirmam que foi devido a queda de cavalo, mas que aparece na Cronologia de Almeirim como sendo devida a diabetes.&lt;br /&gt;O Príncipe D. João, tinha-se casado com Joana de Áustria, irmã de Carlos V.&lt;br /&gt; Morre sem nunca ter conhecido seu filho, D. Sebastião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. João III, morre no ano de 1557. Tinha o seu neto, D. Sebastião, apenas três anos de idade.&lt;br /&gt;É nomeada regente do Reino, primeiro sua viúva Dona Catarina e posteriormente seu irmão o Cardeal D. Henrique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este foi um período conturbado em que se disputavam dois partidos, de muitos nobres e do povo, que pretendiam que a Regência fosse de D. Catarina, outro partido onde dominava a força dos Jesuítas, que defendia que fosse Regente, o Cardeal D. Henrique.&lt;br /&gt;Todas estas lutas palacianas, decorreram em Lisboa, portanto fora de Almeirim.&lt;br /&gt;A inépcia do Cardeal e sobretudo a sua dependência para com os Jesuítas, originaram dois factos que se iriam revelar particularmente importantes na evolução dos acontecimentos futuros.&lt;br /&gt;O primeiro, foi a decisão de entregar a educação de D. Sebastião aos Jesuítas e em particular ao Padre Luís Gonçalo da Câmara.&lt;br /&gt;Isto veio a ter uma influência muito intensa na mentalidade do futuro Rei.&lt;br /&gt; Este foi consolidando,  uma tendência psicológica  para extremismos, que eram expressos em duas dicotomias de  expressão de personalidade, ora de excessos e radicalismo religioso, ora de protagonismo de herói missionário.&lt;br /&gt; D. Sebastião foi educado, como sendo um homem que tinha uma missão a desempenhar ao serviço de Deus e num quadro de uma época de grande fanatismo religioso.&lt;br /&gt;O segundo, foi a decisão das Cortes de dar a maioridade a D. Sebastião quando este tinha apenas 14 anos de idade, que foi a forma encontrada de retirar o poder ao Cardeal, que cada vez se apresentava mais dependente da ordem Jesuíta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo isto resultou a aclamação do jovem Rei D. Sebastião, que pela sua educação revelou imediatamente uma personalidade forte, não querendo ser influenciado e muito menos dominado por nenhum grupo ou partido. &lt;br /&gt;Para evitar as lutas de intriga lisboetas, escolhe Almeirim para instalar a sua Corte. Trás inclusivamente os Tribunais.&lt;br /&gt;Almeirim era agora, a verdadeira capital do Reino.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8510027445950850727?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8510027445950850727/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/capital-do-reino-historia-de-almeirim-8.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8510027445950850727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8510027445950850727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/capital-do-reino-historia-de-almeirim-8.html' title='Capital do Reino - História de Almeirim (8)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SibBGagRWII/AAAAAAAAASc/jG4u1wvdob0/s72-c/250px-RetratoD_Sebastiao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7245173145285214765</id><published>2009-06-02T11:00:00.000-07:00</published><updated>2009-06-02T11:02:38.288-07:00</updated><title type='text'>Projecção internacional. História de Almeirim (7)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiVpJunCEVI/AAAAAAAAASM/KeMHRLmnkZs/s1600-h/e-3423-p_0001_t24-C-R0075.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342792148796445010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 235px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiVpJunCEVI/AAAAAAAAASM/KeMHRLmnkZs/s320/e-3423-p_0001_t24-C-R0075.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Príncipe, os Infantes e as Infantas, filhos de D. Manuel I, passaram longas temporadas da sua infância e juventude no Paço de Almeirim. Foi assim natural a preferência que sempre demonstraram para com Almeirim, todos eles, mas particularmente de D. João III, que foi aclamado Rei no ano de 1521.&lt;br /&gt;Ó primeiro grande acontecimento de importância internacional que teve lugar no Paço de Almeirim, foi o casamento por procuração, da Infanta Dona Isabel, irmã do rei, com o Imperador Carlos V.&lt;br /&gt;Este é um acontecimento de enorme relevo histórico, pois pretendendo-se consolidar com ele uma paz duradoira com a Espanha unificada, ele será a base da crise da independência de 1580.&lt;br /&gt;Mas é um acontecimento de grandioso fausto, que trouxe a Almeirim os mais altos representantes políticos e religiosos da época.&lt;br /&gt;É no âmbito das comemorações em Almeirim, deste importante acordo matrimonial entre o Rei português e o mais poderoso Imperador daquele período histórico, que se fazem as representações de Gil Vicente e também acontece o momento de singular significado, pela recepção de D. João III ao camareiro e representante formal do Papa Clemente VIII.&lt;br /&gt;Almeirim atinge uma enorme projecção internacional.&lt;br /&gt;Portugal afirmava-se na politica mundial como um Império, colonizador e divulgador da cultura e da religião. Almeirim assumia-se como centro desse Império e adquiriu o prestígio inerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto levou a uma nova dinâmica desenvolvimento.&lt;br /&gt;Começam a atribuir-se mercês de terras para instalação de fidalgos e de serviçais, que irá aumentar o povoamento local.&lt;br /&gt;Consolida-se a presença dos Monjes Dominicanos instalados no Convento da Serra e que recebem por alvará, a Capela dos Paços da Ribeira de Muge ( Paços dos Negros).&lt;br /&gt;É fundada a Confraria de S. Sebastião e S. Roque, destinada a socorrer as viúvas de fidalgos e cavaleiros pobres, mortos ao serviço do reino.&lt;br /&gt;È construído o Hospital de Nossa Senhora da Conceição.&lt;br /&gt;É fundada a Santa Casa da Misericórdia de Almeirim, por iniciativa do próprio Rei.&lt;br /&gt;É criada a Feira franca de S. Roque.&lt;br /&gt;O primeiro senso populacional de Almeirim é desta época (1532) e regista já 490 habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras Cortes de Almeirim decorrem no ano de 1544. Elas irão confirmar o príncipe João, filho primogénito do Rei, como herdeiro do trono.&lt;br /&gt;Essas Cortes decorrem num Pavilhão construído para o efeito, na “Horta real”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São ainda muitos os acontecimentos que se registam durante o reinado de D.João III, que atestam o significado e a relevância de Almeirim em todo esta época.&lt;br /&gt;Nascimentos de familiares do Rei e falecimentos de servidores da Corte, alguns deles que ficaram sepultados, ora nas Capelas dos dois Paços Reais, ora nas Capelas dos Conventos. Também o facto de S. Francisco Xavier, ter rezado as suas orações na Capela de S. Roque, antes de partir para a Índia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta época, do reinado de D. João III, não foi apenas uma fase de prosperidade e de progresso.&lt;br /&gt;Em Almeirim, irão ter lugar dois acontecimentos dramáticos, de que falaremos no próximo capítulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7245173145285214765?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7245173145285214765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/projeccao-internacional-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7245173145285214765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7245173145285214765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/06/projeccao-internacional-historia-de.html' title='Projecção internacional. História de Almeirim (7)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiVpJunCEVI/AAAAAAAAASM/KeMHRLmnkZs/s72-c/e-3423-p_0001_t24-C-R0075.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-1215343946875180364</id><published>2009-05-29T14:20:00.001-07:00</published><updated>2009-05-29T14:23:17.463-07:00</updated><title type='text'>Centro mundano. História de Almeirim (6)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiBSCeWf6oI/AAAAAAAAARA/E06vzeEJkT0/s1600-h/D_Manuel(Armeiro_Mor).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341359360522054274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 241px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiBSCeWf6oI/AAAAAAAAARA/E06vzeEJkT0/s320/D_Manuel(Armeiro_Mor).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A Carta Privilégio aos habitantes de Almeirim de D. João II e a morte do Príncipe Afonso de Portugal, vieram a ter influência decisiva para a preferência dos reis pelo Paço de Almeirim.&lt;br /&gt;Agora já não somente como uma habitação temporária dos Reis, de sua família e séquito, mas como lugar onde permanecia por largas temporadas, toda a Corte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta nova apetência dos reis, para com Almeirim, veio naturalmente a ter como consequência lógica e imediata, uma nova dinâmica de desenvolvimento.&lt;br /&gt;Por isso é no reinado de D. Manuel, que se regista o início da construção da Igreja de S. João Baptista (Igreja Matriz), no ano de 1500. Ainda alguns foros e cedências para instalação dos servidores dos nobres e também para a sua própria instalação num lugar de preferência real. Ainda a construção do Paço da Ribeira de Muge ( Paço dos Negros) e a Capela do Convento da Serra, e aí  posteriormente a  instalação dos frades dominicanos, através da bula papal de 1514.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim transformava-se assim num lugar privilegiado, onde a Corte permanecia por largas temporadas e simultaneamente o centro da decisão politica, das intrigas palacianas e da expressão cultural da época.&lt;br /&gt;O Paço de Almeirim teve também importantes obras para poder assumir este novo protagonismo nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a peste se tornou uma tragédia em Lisboa, no ano de 1505, D. Manuel I transfere toda a Corte para Almeirim e aqui se instala.&lt;br /&gt;Inicia-se então uma época áurea do Paço de Almeirim, narrada em verso por Garcia de Resende.&lt;br /&gt; O “Cancioneiro Geral” é impresso nos Paços de Almeirim sob a coordenação do seu autor, no ano de 1516.&lt;br /&gt;Numa época de grande afirmação portuguesa como país dominante e construtor de um Império, Almeirim foi assim a mais importante sede das decisões e palco dos benefícios.&lt;br /&gt;Nessa época a Corte era faustosa e D. Manuel I não regateava despesas.&lt;br /&gt;Era uma forma de afirmação e de demonstração do seu poder e também das suas aspirações.&lt;br /&gt;O sonho de um Império que se concretizava e também de domínio português de um reino ibérico unificado. D. Manuel I prosseguiu sempre este desígnio, que por um lado garantia a paz, mas por outro também permitia a continuidade do sonho de um reino integrado, em que o Rei seria português.&lt;br /&gt;Seu filho primogénito, D. Miguel da Paz, obteve esse estatuto, pois logo à nascença foi designado como Príncipe das Astúrias e presumptivo herdeiro das três coroas. Morreu com dois anos de idade em Granada, mas D. Manuel prosseguiu essa sua politica casando em segundas núpcias com a cunhada, Maria de Aragão e em terceiras núpcias com Leonor de Áustria, respectivamente filha e neta dos Reis Católicos.&lt;br /&gt;Curiosamente esta politica de D. Manuel veio a originar as primeiras manifestações de nacionalismo, nas Cortes de Lisboa de 1498, 1499 e 1502 , pois muitos temiam que esta exclusiva ligação das duas casas reais, pudesse ocasionar o reverso da medalha, ou seja o domínio da Espanha unificada, sobre a soberania nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim, já não não era apenas um simples lugar de estadia temporária da Corte portuguesa, era um digno e importante centro da política mundial a época.&lt;br /&gt;Para aqui se deslocavam os representantes das mais representativas casas reais europeias, das religiosas autoridades e os nobres portugueses tinham de aqui ter lugar de permanência.&lt;br /&gt;A vida social era intensa, os saraus, as festas, as toiradas e caçadas sucediam-se.&lt;br /&gt; Almeirim era um dos mais importantes centros, da vida politica e mundana da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-1215343946875180364?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/1215343946875180364/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/centro-mundano-historia-de-almeirim-6.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/1215343946875180364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/1215343946875180364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/centro-mundano-historia-de-almeirim-6.html' title='Centro mundano. História de Almeirim (6)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiBSCeWf6oI/AAAAAAAAARA/E06vzeEJkT0/s72-c/D_Manuel(Armeiro_Mor).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-8861465708818858786</id><published>2009-05-26T03:30:00.001-07:00</published><updated>2009-05-26T03:35:10.922-07:00</updated><title type='text'>Paço de Almeirim - de Residência Real a Vila da Corte.História de Almeirim (5)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShvE8-G8KcI/AAAAAAAAAQo/99La8MRBNCM/s1600-h/14-D.JoÃ£o+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340078334921157058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 187px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShvE8-G8KcI/AAAAAAAAAQo/99La8MRBNCM/s320/14-D.Jo%C3%A3o+II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; D. Afonso V, foi um rei distante da governação e também da expansão marítima que depois da morte de seu tio D. Henrique em 1460, perdeu a dinâmica por este criada.&lt;br /&gt;Este rei, dedicou toda a sua vida a actividades guerreiras.&lt;br /&gt;O seu reinado começa com a cedência a intrigas, que culminaram com a batalha de Alfarrobeira, em que morre seu tio D. Pedro e o mais ilustre da Ínclica geração, que fora regente, durante a menoridade do novo rei.&lt;br /&gt;Depois D. Afonso V, responde ao apelo do papa Calisto III, e durante três anos ausenta-se para participar na Cruzada falhada.&lt;br /&gt;No período de 1458 a 1471, parte para as conquistas do norte de África, onde obtém os seus êxitos que lhe valeram o cognome de Africano.&lt;br /&gt;De 1474 a 1477, entra no conflito de Castela, reivindicando direitos de sucessão e acaba derrotado na batalha de Toro.&lt;br /&gt;Regressa então a Portugal este rei distante, nitidamente debilitado e abdica em seu filho João.&lt;br /&gt;Mesmo distante, há notícias da estadia em Almeirim de D. Afonso V, o que demonstra com particular clareza a importância que o Paço já então assumia, nas preferências da família real.&lt;br /&gt;É uma afirmação, com confirmação histórica, que o Príncipe D. João foi gerado em Almeirim, no decurso de uma estadia real, no ano de 1454.&lt;br /&gt;Também está documentada a passagem do Natal em Almeirim, do rei em 1481, ou seja dois anos antes da sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. João II, é a antítese de seu pai.&lt;br /&gt;Astuto e determinado, insensível á intriga, ele está vocacionado para governar.&lt;br /&gt;Afronta os poderes do clero e da nobreza que a ausência de seu pai reforçou, ainda como Regente dá sinais claros dessa sua determinação.&lt;br /&gt;“ Eu sou o Senhor dos senhores e não o servo dos servos”&lt;br /&gt;O episódio histórico, da sua ameaça de morte e impedimento de entrar em Almeirim do Cardeal de Portugal, D. Jorge da Costa, foi um dos primeiros e significativos sinais do Príncipe Perfeito, na sua estratégia de criar um Reino unificado e absolutista.&lt;br /&gt;O acordo de casamento, de seu filho primogénito D. Afonso, com Isabel a mais velha dos filhos dos Reis Católicos, que foi celebrado no Paço de Almeirim, no ano de 1483, é a mais significativa demonstração de toda a astúcia de D. João II. Durante muitos anos os Reis Católicos lutaram, usando desesperadamente toda a sua influência junto do Papa, numa tentativa de anular este casamento, que após a morte do príncipe herdeiro, D. Juan, colocava o príncipe português como sucessor legítimo do reino de Portugal, de Castela e de Aragão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paço de Almeirim era nessa época uma residência real e para D. João II, foi sempre aquela que lhe permitia o isolamento necessário para evitar as intrigas e lutas palacianas. Esta importância que o rei dava a este lugar veio a ser expresso através da publicação da sua carta Régia em 1483, que representa a verdadeira fundação do Concelho de Almeirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia de D. João II de unificar os reinos de Portugal, Castela e Aragão, sob a égide de seu filho, veio a ter revés fatal.&lt;br /&gt;D. Afonso, morre de uma misteriosa queda de cavalo, na Ribeira de Santarém no ano de 1491.&lt;br /&gt;Porém Almeirim, com este desastre e este drama, viu reforçada a sua importância uma vez que após este desastre não mais a Corte se veio a instalar em Santarém e assim todos os sucessores de D. João II, cumpriram o seu desejo de não mais se instalar naquela Vila.&lt;br /&gt;Almeirim passou assim, a ser um lugar de permanência da Corte e não apenas da família real.&lt;br /&gt;Iremos assistir no reinado de D. Manuel a todo um importante conjunto de consequências, que este facto veio a determinar.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-8861465708818858786?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/8861465708818858786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/paco-de-almeirim-de-residencia-real.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8861465708818858786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/8861465708818858786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/paco-de-almeirim-de-residencia-real.html' title='Paço de Almeirim - de Residência Real a Vila da Corte.História de Almeirim (5)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShvE8-G8KcI/AAAAAAAAAQo/99La8MRBNCM/s72-c/14-D.Jo%C3%A3o+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-416894301231634895</id><published>2009-05-24T03:04:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T03:12:54.411-07:00</updated><title type='text'>O Berço da Tauromaquia- História de Almeirim (4)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShkcvM5EEEI/AAAAAAAAAQY/VF3TbxXzqrk/s1600-h/Hist.Toiradas6.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339330430464430146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 284px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShkcvM5EEEI/AAAAAAAAAQY/VF3TbxXzqrk/s320/Hist.Toiradas6.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Para as suas demonstrações de perícia equestre e também como demonstração dos jovens fidalgos que estariam habilitados aos serviços do reino, D. Duarte fez renascer o hábito ancestral de lancear toiros em recinto fechado.&lt;br /&gt;As mais antigas crónicas de festejos tauromáquicos remontam ao ano de 1147, onde participam nobres do partido de D. Afonso Henriques, narrados no Livro “a História da Toiradas” de Eduardo Noronha e também em gravuras de Roque Gameiro.&lt;br /&gt;O Príncipe D. Duarte fez renascer essa ancestral tradição.&lt;br /&gt; Seu parente D. João I de Castela, entusiasmou-se também com esta actividade e promoveu-a no seu território. A tauromaquia espanhola considera precisamente este Rei como o fundador da tauromaquia ancestral, que se praticava antes da tauromaquia moderna, mas que lhe deu origem como a principal espectáculo popular do país vizinho, hoje em dia apenas ultrapassado em número de espectadores anuais, pelo futebol.&lt;br /&gt;D. Duarte actuou em muitos festejos organizados pelo Rei Castelhano.&lt;br /&gt;Com essas actuações ganhou enorme prestígio como cavaleiro exímio e homem de grande coragem.&lt;br /&gt;Os toiros selvagens que existiam na Coutada real de Almeirim, eram assim cercados e trazidos para junto do Paço.&lt;br /&gt; Aí se procediam aos treinos dos fidalgos e do Príncipe D. Duarte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim foi assim o berço da tauromaquia que a partir de D. Duarte não mais deixou de ser uma actividade de grande popularidade.&lt;br /&gt;Mas não foi apenas da Tauromaquia, mas também da criação e selecção dos toiros bravos para os festejos. Noutro capítulo voltaremos a esta questão, mas desde já deixo a confirmação de que as primeiras ganadarias portuguesas a fazer a selecção de toiros bravos são instaladas precisamente nas montarias adjacentes à Coutada Real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta circunstância de Almeirim ter condições impares para as práticas tauromáquicas, vai ter influência decisiva para acontecimentos históricos de enorme importância.&lt;br /&gt;Basta referir que não foi uma circunstância de somenos na escolha de D. Sebastião, na sua decisão histórica de vir para o Paço de Almeirim e aqui instalar Corte e Tribunais e com isso, afirmar oficialmente Almeirim como  a capital do reino.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-416894301231634895?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/416894301231634895/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/o-berco-da-tauromaquia-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/416894301231634895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/416894301231634895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/o-berco-da-tauromaquia-historia-de.html' title='O Berço da Tauromaquia- História de Almeirim (4)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShkcvM5EEEI/AAAAAAAAAQY/VF3TbxXzqrk/s72-c/Hist.Toiradas6.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7237831289276152611</id><published>2009-05-22T08:13:00.001-07:00</published><updated>2009-05-22T16:05:02.884-07:00</updated><title type='text'>História de Almeirim (3)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShbBOtesHWI/AAAAAAAAAP8/6rySMAEp2VI/s1600-h/Leal+Conselheiro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5338666866764946786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 215px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShbBOtesHWI/AAAAAAAAAP8/6rySMAEp2VI/s320/Leal+Conselheiro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;D. João I e seus filhos, deram pelo seu exemplo e pela sua acção, um contributo inestimável para a consolidação da cultura portuguesa. Eles são pioneiros na literatura portuguesa e decisivos para trazer para Portugal o conhecimento e as técnicas mais avançadas da sua época.&lt;br /&gt;D. Duarte escreveu o “Leal Conselheiro” e a “Ensinança de Cavalgar em toda a Sela”.&lt;br /&gt;O Infante D. Pedro, escreveu o livro “Virtuosa Sabedoria”.&lt;br /&gt;D. Henrique, que beneficiava dos bens e riquezas da Ordem de Cristo, trouxe para Portugal os melhores cientistas da Europa.&lt;br /&gt;D. Duarte foi o primeiro Rei a fundar uma biblioteca real e nos seus livros demonstra que conhecia muitos autores latinos e italianos.&lt;br /&gt;Esta grande carga cultural dos primeiros Reis da segunda dinastia, foi determinante e essencial para a construção do espírito de Nação e para o seu reconhecimento internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Duarte era um homem profundamente inteligente.&lt;br /&gt;Ainda como Príncipe, em vida de seu pai, ele determina-se em mudar a mentalidade dos jovens fidalgos e na sua preparação para as funções ao serviço do Reino.&lt;br /&gt;Escreve o “Leal Conselheiro” nessa perspectiva e foi bem sucedido.&lt;br /&gt;Escreve depois a “Ensinança de bem cavalgar”, que queria ver incluída nos seus conselhos de formação dos jovens fidalgos.&lt;br /&gt;D. Duarte era um cavaleiro exímio, muito dotado e apaixonado pelas práticas de caça a cavalo, em particular da caça grossa, ao toiro bravo, ao javali ou aos veados. Percebeu nessas suas práticas todas as limitações dos cavalos que se usavam, da forma como se montava e tentou encontrar novos cavalos e novas técnicas de equitação.&lt;br /&gt;Importou cavalos de origem árabe da Andaluzia e recebeu mestres da mesma região, que praticavam uma equitação antiga também de origem muçulmana, que se chamava de Equitação à Gineta.&lt;br /&gt;D. Duarte está assim na origem da formação de uma raça de cavalos, seleccionados sistematicamente pelas gerações seguintes, para uma nova forma de montar, para novas exigências da caça e também para exercícios militares e novas tácticas de guerra. São os primórdios da raça Lusitana.&lt;br /&gt;D. Duarte percebeu também, que esta nova aprendizagem e os exercícios de caça era muito exigente em valores humanos que considerava essenciais e que seria uma excelente forma de treino militar.&lt;br /&gt;Escreveu então a “Ensinança de cavalgar em toda a sela”.&lt;br /&gt;Descreve nesse livro os valores humanos essenciais, como a valentia e o domínio do medo, a determinação necessária, o método de treino físico como essencial e também o primado da técnica, da sensibilidade e da inteligência, sobre a violência, para domínio dos homens e dos animais.&lt;br /&gt;O livro vai muito para além da descrição pormenorizada das técnicas de equitação, do domínio e ensino dos cavalos e dos exercícios de destreza e mobilidade, é sobretudo um manual completíssimo de comportamentos humanos e de preparação militar.&lt;br /&gt;Toda esta experiência de D. Duarte, que lhe permitiu esta importantíssima acção de formação dos novos fidalgos, teve um palco privilegiado e esse lugar foi Almeirim.&lt;br /&gt;A dedução lógica, demonstra esta evidência.&lt;br /&gt;Já havia o Paço Real em Almeirim e a Coutada de Almeirim, seria o melhor lugar que o Príncipe poderia encontrar para fazer as suas experiências e a sua acção de treino e formação aos jovens fidalgos.&lt;br /&gt;Também lá chegamos pela comparação de datas dos acontecimentos.&lt;br /&gt;O livro “Ensinança de bem cavalgar” foi publicado em 1434, um ano depois de D. Duarte ter sido aclamado Rei, aos trinta e dois anos de idade.&lt;br /&gt;No ano de 1433, nasce no Paço de Almeirim, seu filho D. Fernando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora sabendo que nessa época a Corte só tinha possibilidades de instalação em Santarém, a presença da família Real em Almeirim, só pode ser justificada, através das práticas desportivas e militares, que entusiasmaram toda a vida o Rei, em particular a arte de lancear toiros.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7237831289276152611?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7237831289276152611/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/historia-de-almeirm-3.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7237831289276152611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7237831289276152611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/historia-de-almeirm-3.html' title='História de Almeirim (3)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShbBOtesHWI/AAAAAAAAAP8/6rySMAEp2VI/s72-c/Leal+Conselheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-2034653279165601565</id><published>2009-05-19T09:11:00.000-07:00</published><updated>2009-05-19T09:16:38.213-07:00</updated><title type='text'>A Rainha das Vinhas</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShLbP4Tc8pI/AAAAAAAAAPk/2cx3xIARB9A/s1600-h/P5170029.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5337569574245954194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 154px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShLbP4Tc8pI/AAAAAAAAAPk/2cx3xIARB9A/s320/P5170029.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Este era o nome por que eram conhecidas em Almeirim, as vinhas da Padilha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda há muitos almeirinenses vivos e de saúde, que se lembram bem deste apelido.&lt;br /&gt;Plantadas com a nova técnica da enxertia sob bacelo americano, resistente à praga da filoxera, mas da casta tradicional “Fernão Pires”, aquelas vinhas tinham um vigor vegetativo e uma produtividade que as distinguiam.&lt;br /&gt;Elas foram plantadas ainda em terras que eram pertença do senhor Conde da Taipa, D. Gastão da Câmara Coutinho, esse ilustre almeirinense, que membro da Corte se distinguiu na defesa da conciliação da Carta Constitucional com a Constituição de 1820, que acabou com a guerra civil.&lt;br /&gt;A vinha da Padilha é uma vinha centenária, muito provavelmente a mais velha vinha enxertada de Portugal.&lt;br /&gt;Ela existe desde os anos oitenta do século XIX.&lt;br /&gt;Foi Manoel de Andrade, que na época era administrador do Conde, que a plantou.&lt;br /&gt;Era uma vinha grande, muito grande mesmo, que se estendia até a Vale Peixe.&lt;br /&gt;Depois foi sendo dividida pelos descendentes de Manoel Andrade, que a tinha adquirido.&lt;br /&gt;Hoje está reduzida a uma pequena vinha, que está situada quase dentro da cidade.&lt;br /&gt;Ou melhor, a cidade continua a entrar por dentro dela.&lt;br /&gt;Mas é impressionante o vigor que ainda ostenta esta vinha centenária.&lt;br /&gt;Esse seu vigor é a sua mensagem.&lt;br /&gt;“Sou uma vinha simbólica, símbolo de uma terra, símbolo de heróis que salvaram outras regiões vitícolas, estou às vossas portas para que me vejam, para que percebam que se não me matarem, ou apenas uma parte de mim, estão a preservar todo um conjunto de valores, que motivaram a construção da cidade.&lt;br /&gt;Pelo contrário divulguem a minha existência e o que represento, assim encontrarão respostas mais consistentes para a evolução da cidade e dos seus habitantes.&lt;br /&gt;Divulguem a obra dos pioneiros da cidade e dos outros que vieram para cá e adquiriram aqui a sua sabedoria, que os levou a salvar patrimónios mundiais, como são hoje reconhecidas as vinhas do Douro.&lt;br /&gt;Sou uma vinha plantada por um emigrante que se tornou lavrador, junto a mim aprenderam muitos Fazendeiros que foram heróis e que são vossos avós e vossos pais.&lt;br /&gt;Sou a rainha das vinhas de Almeirim, porque esses lavradores e fazendeiros me reconheciam como símbolo de uma época de luta contra a desgraça e como símbolo da oportunidade que produziu a riqueza.&lt;br /&gt;Sou a mais velha vinha de Portugal, pois fui das primeiras da nova época que salvou a viticultura nacional, sou uma vinha da Casta Fernão Pires enxertada em Bacelo americano. Sou assim o símbolo da resistência e da persistência dos homens de Almeirim.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Património colectivo, não é apenas a obra de pedra, é toda a obra humana com expressivo significado, na evolução dos homens e de uma sociedade, que por esse facto tem de ser preservada, identificada e enaltecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo assim um apelo.&lt;br /&gt;Não sou contra a expansão da cidade, muito pelo contrário.&lt;br /&gt;Mas se a cidade continuar a crescer naquele sentido…projectem com imaginação os lotes e os arruamentos de forma a manter viva e referenciada uma parte daquelas cepas, quanto mais não seja num separador central ou numa rotunda…mas preservem nem que seja uma simples cepa centenária, que fique de referência, pois é uma referência de grande significado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-2034653279165601565?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/2034653279165601565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/rainha-das-vinhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2034653279165601565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2034653279165601565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/rainha-das-vinhas.html' title='A Rainha das Vinhas'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/ShLbP4Tc8pI/AAAAAAAAAPk/2cx3xIARB9A/s72-c/P5170029.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-2077556751119747524</id><published>2009-05-17T04:06:00.000-07:00</published><updated>2009-05-17T04:08:26.245-07:00</updated><title type='text'>História de Almeirim (2)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sg_wGc-6kyI/AAAAAAAAANc/NB2WGIds6fw/s1600-h/D.Duarte-Livro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336748077107286818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sg_wGc-6kyI/AAAAAAAAANc/NB2WGIds6fw/s320/D.Duarte-Livro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Com a construção do Paço Real, Almeirim passou assim a ser um lugar onde D. João I, podia facilmente equilibrar a sua função de governante, com a sua determinação, pela arte de caçar. Há documentos da Chancelaria de D. João I, datados de 1423 e com a referência expressa a Almeirim, que comprovam este facto.&lt;br /&gt;O exemplo do rei foi seguido por muitos outros fidalgos e as Coutadas alastraram por todo Portugal. O país ficou melhor servido pois as Coutadas produziam alimento apreciado e desejado. A caça começa a aparecer nas feiras e passa a bem comercial.&lt;br /&gt;As coutadas eram já reservas silvo-cinegéticas, ou seja elas eram, um eco sistema natural que incluía a cinegética, a pastorícia das espécies selvagens e a floresta. Esta floresta, destas reservas foi determinante para a construção naval da frota portuguesa e por isso de particular relevo na expansão marítima. Existe documentação em que o Infante D. Henrique pede autorização real, para o corte de árvores nas coutadas da Vila de Santarém ou seja na coutada de Almeirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ainda um outro aspecto, é digno de uma nota particularmente significativa.&lt;br /&gt;O Rei de Portugal, escreveu um livro no início do século XV.&lt;br /&gt;Nenhum outro Rei de qualquer outro país da Europa o tinha feito. O livro de D. João I, é o primeiro livro escrito por um Rei.&lt;br /&gt;Esta circunstância faz toda a diferença.&lt;br /&gt;Enquanto na generalidade dos outros países ainda de vivia em plena Idade Média, em que os Reis e também os Senhores Feudais eram iletrados, o Rei português fazia questão dar o exemplo e mostrar a todo o povo a sua distinção e a vantagem de saber ler e escrever.&lt;br /&gt;Assim o livro de D. João I, não é um simples evoluído tratado de caça é uma mensagem de cultura e uma prova para a posteridade de uma mentalidade bem mais avançada, que a que persistia na Europa.&lt;br /&gt;É com esta mensagem real, que Portugal avança para o conhecimento, de que seus filhos são herdeiros, iniciando o caminho da concretização de um Império e de pioneiros da globalização mundial.&lt;br /&gt;Portugal é o primeiro país da Europa a ter um governo centralizado, ou seja, foi o país que primeiro acabou com a forma de organização política e social, tão limitadora da criatividade humana, chamada Idade Média.&lt;br /&gt;Isso se deve também a D. João I e ao seu exemplo de homem de cultura muito acima dos parâmetros da época. Deve-se também muito naturalmente a sua mulher D. Filipa de Lencastre, e à forma como foram educados seus filhos, a Ínclica Geração.&lt;br /&gt;Almeirim, foi o lugar privilegiado pela nova mentalidade da nova família real, para dar expressão a este caminho, tão determinante para a história do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Coutada Real de Almeirim, permitiu a mensagem cultural mais importante dos primeiros anos do século XV e vai também permitir que D. Duarte, que foi cognominado justamente como o Eloquente, prossiga e aprofunde essa mensagem, transformando a arte de caçar, num verdadeiro instrumento de formação de fidalgos e de exercício e treino militar.&lt;br /&gt;Forneceu também inequivocamente a madeira, para a construção naval da frota portuguesa do início da expansão marítima. Ou seja, a Coutada de Almeirim, foi também um importante local de produção de uma matéria prima essencial para o inicio da politica expansionista portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-2077556751119747524?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/2077556751119747524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/historia-de-almeirim-2.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2077556751119747524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/2077556751119747524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/historia-de-almeirim-2.html' title='História de Almeirim (2)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sg_wGc-6kyI/AAAAAAAAANc/NB2WGIds6fw/s72-c/D.Duarte-Livro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-998131688081307818</id><published>2009-05-16T05:26:00.000-07:00</published><updated>2009-05-16T05:29:29.434-07:00</updated><title type='text'>Fazendas de Almeirim: "Fernão Pirão" e "Vinha Urbana"</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sg6xZf7qNuI/AAAAAAAAANM/qObfPHKEsL0/s1600-h/P5160015.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336397660107192034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 170px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sg6xZf7qNuI/AAAAAAAAANM/qObfPHKEsL0/s320/P5160015.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A publicação do Desafio de Almeirim, proporcionou-me já grandes alegrias.&lt;br /&gt;Proporcionou também novos contactos, novas mensagens, que consubstanciam novas oportunidades, para o futuro de Almeirim.&lt;br /&gt;A mais significativa das alegrias, foi o reencontro de uma geração de amigos de infância, que distantes e dispersos pelos afazeres da vida, encontraram através da sua paixão pela sua terra, uma motivação adicional que os mobilizou para iniciarem um trabalho em sintonia com os seus sentimentos de afectividade para com a sua terra.&lt;br /&gt;Está criada uma plataforma de trabalho e acção cívica, de amigos de Almeirim.&lt;br /&gt;Não será nunca uma plataforma de acção política, nem social, pois essas são outras competências de natureza distinta.&lt;br /&gt; Será uma acção de valorização da história, dos costumes e tradições de Almeirim, das suas famílias e das suas obras.&lt;br /&gt; Será um projecto que pretende mobilizar todos os que sentirem esta evidência…a divulgação do património cultural e preservação das obras e costumes do passado é uma premissa essencial para todo o desenvolvimento futuro e uma fonte inesgotável de oportunidades de evolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um outro surpreendente contacto, marcou já o interesse nacional que o lançamento desta ideia, veio suscitar.&lt;br /&gt;Um colega dos meus tempos de estudante no Instituto Superior de Agronomia, faz-me um importante apelo. Trata-se do Professor Catedrático Virgílio Loureiro, que é o mais eminente enólogo português.&lt;br /&gt;Ele pede a minha sensibilidade e colaboração, para defender a preservação de um património nacional, cuja singularidade e identidade só pode ser referênciada nas Fazendas de Almeirim.&lt;br /&gt;Ele escreve-me:&lt;br /&gt;“Gostaria de te entusiasmar a não deixares morrer o "Fernão Pirão" e a vinha urbana das Fazendas de Almeirim - um património vitícola que nenhum país civilizado permitiria que se perdesse. Constatei, com surpresa e desânimo, que nas Fazendas já ninguém se lembra como surgiu a paisagem da "vinha urbana". E quando já não há memória é mau sinal, deixando de se dar valor ao trabalho dos antepassados.”&lt;br /&gt;E descreve-me :&lt;br /&gt;“Feito nas pequenas adegas dos fazendeiros, era um vinho “sem química”, conforme a uva o dava. Tinha, por isso, virtudes e alguns pecados. Nas primeiras, sobressaía a estrutura, a riqueza alcoólica, a sapidez e o “torradinho” do Fernão Pires. Nos pecados, a cor acastanhada, o aspecto nem sempre cristalino e o aroma e sabor algo pesados. Era, pois, um vinho poderoso, que se cortava à faca, saciava ao primeiro copo e não se intimidava, nem perante a sopa à lavrador, nem perante o tinto. Chamaram-lhe “Fernão Pirão” e ainda hoje faz as delícias de alguns fazendeiros de Almeirim. Com o avanço da vinha e a industrialização do vinho, passou a ser feito, em grande volume, na Cooperativa da Gouxa, que o vendia em grandes volumes para as tascas de Lisboa, muitas vezes tingido, pelos armazenistas, com Grand Noir ou Alicante Bouschet, duas castas minoritários na zona, mas com função bem definida. Por isso, um célebre enólogo francês, Nuno Vaissier, que aí se radicou, dizia com toda a convicção: “O melhor cliente do branco é o tinto.”&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-998131688081307818?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/998131688081307818/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/fazendas-de-almeirim-fernao-pirao-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/998131688081307818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/998131688081307818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/fazendas-de-almeirim-fernao-pirao-e.html' title='Fazendas de Almeirim: &quot;Fernão Pirão&quot; e &quot;Vinha Urbana&quot;'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sg6xZf7qNuI/AAAAAAAAANM/qObfPHKEsL0/s72-c/P5160015.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-6710078523723030854</id><published>2009-05-14T08:47:00.000-07:00</published><updated>2009-05-15T11:07:45.861-07:00</updated><title type='text'>História de Almeirim (1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sgw-rMpa1iI/AAAAAAAAAM0/DI6TuqFDzaU/s1600-h/Livro_de_Montaria[1].jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335708570377442850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 201px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sgw-rMpa1iI/AAAAAAAAAM0/DI6TuqFDzaU/s320/Livro_de_Montaria%5B1%5D.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Entendi que este espaço, também poderia servir para a divulgação da minha visão sobre a história de Almeirim.&lt;br /&gt;A história de Almeirim não é conhecida nem valorizada e isso constitui uma enorme limitação numa perspectiva do seu próprio desenvolvimento.&lt;br /&gt;Por isso aí vai o meu contributo…de todas as semanas publicar um texto sobre o meu conhecimento sobre a história da minha terra, onde vivo e onde sempre vivi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste lugar já se tinham fixado populações, desde a pré história e há vestígios e notícias da presença humana desses tempos, também da época lusitânica, romana, visigótica e árabe. Mas a consolidação da história moderna de Almeirim, enquanto cidade, começa com a Coutada Real e a construção do Paço, ou seja, a partir do ano de 1411.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão importante decisão deve-se ao Rei que o povo escolheu, D. João I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É muito frequente a classificação do Paço de Almeirim, como “lugar de refúgio da Corte” ou como “a Sintra de Inverno”, o que sempre me incomodou, pois estas definições são redutoras relativamente à verdadeira importância que Almeirim teve na história de Portugal.&lt;br /&gt;São adjectivações decorrentes de análises superficiais e muito simplificadas da história de Portugal e originam interpretações que desprezam o verdadeiro significado dos factos históricos de grande relevo, pois Almeirim foi efectivamente a capital do Reino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou através de uma preocupação que dominava o espírito do novo Rei de Portugal, D. João I.&lt;br /&gt;É sabido que este Rei teve por largas temporadas a sua Corte instalada em Santarém.&lt;br /&gt;Santarém tinha um enorme Paço Real, que tinha sido mandado construir pelo Rei D. Fernando I, que assim transferira a residência real da Alcáçova para o centro da Vila. Esse Paço, que hoje e após algumas intervenções e alterações, é designado por Seminário e é sede episcopal.&lt;br /&gt;Nessa época a base alimentar portuguesa era o pão, a caça e a pesca. Daí a grande preocupação do Rei com a caça, não como uma actividade de lazer como nos nossos dias é interpretada e vivida, mas como uma actividade determinante para produzir um bem essencial.&lt;br /&gt;A decisão de D. João I de criar em Almeirim uma Coutada Real, não visava o lazer da corte e dos fidalgos, mas objectivos muito mais nobres e muito mais importantes.&lt;br /&gt;D. João I, apreciou a charneca como grande espaço de produção de caça e decretou a sua marcação.&lt;br /&gt;Mas D. João I, não se satisfez apenas com a delimitação desse espaço de produção, ele quis deixar uma marca mais consolidada e entendeu escrever um Tratado de Caça.&lt;br /&gt;Com esse Tratado ele pretendia enaltecer a actividade de caçar, como uma actividade de grande importância para a alimentação racional do povo e promovê-la divulgando as técnicas mais objectivas e mais apropriadas, para cada espécie cinegética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nessa sua nova Coutada, em Almeirim que se iniciou toda uma, observação, investigação e experimentação, que o habilitou a escrever esse Tratado. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O Tratado "Montaria" é o primeiro livro editado na Idade Média, por um Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ir de Santarém a Almeirim havia que cavalgar durante horas e perder muito tempo com a travessia do Tejo em barcaças.&lt;br /&gt;Foi por isso que tomou a decisão de construir em Almeirim um lugar de pernoita e de trabalho.&lt;br /&gt;Nasceu assim o Paço de Almeirim, que não teve motivações lúdicas, mas sim preocupações sérias, baseadas no interesse real pelos portugueses e para com a Nação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-6710078523723030854?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/6710078523723030854/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/historia-de-almeirim-1.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6710078523723030854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6710078523723030854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/historia-de-almeirim-1.html' title='História de Almeirim (1)'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/Sgw-rMpa1iI/AAAAAAAAAM0/DI6TuqFDzaU/s72-c/Livro_de_Montaria%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-1282848938848117455</id><published>2009-05-11T08:57:00.001-07:00</published><updated>2009-05-11T08:58:24.988-07:00</updated><title type='text'>Afectividade pela Cidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SghLAoEERAI/AAAAAAAAAMk/NNuwS-4PsCk/s1600-h/casinha2ax.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5334596232746910722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SghLAoEERAI/AAAAAAAAAMk/NNuwS-4PsCk/s320/casinha2ax.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É o sentimento que os homens têm, que faz toda a diferença nas suas atitudes e nas suas obras.&lt;br /&gt;A afectividade é um sentimento base essencial na formação humana e o grau da sua intensidade, é a medida do nosso interesse e da nossa capacidade.&lt;br /&gt;Uma sociedade constituída por pessoas, com paixão pelo espaço em que vivem, é uma sociedade com uma elevada massa crítica e com um elevado grau de exigência.&lt;br /&gt;Aos governantes desse espaço, onde habitam essas pessoas, será exigido graus idênticos de afectividade, de conhecimento, de responsabilidade, pois terão de dar respostas permanentes ao elevado grau de exigência da sociedade.&lt;br /&gt;A indução das afectividades é assim um factor decisivo para a melhoria das condições de vivência e convivência social.&lt;br /&gt;O momento mais importante da vida de um ser humano para adquirir esta afectividade é a infância. A família é a principal instituição para enraizamento das afectividades, mas a escola, em particular a instrução primária ou primeiro ciclo, também é decisiva na indução das afectividades pelos espaços onde vivemos e crescemos.&lt;br /&gt; A terceira idade é a fase onde mais facilmente estamos disponíveis para expressar essa afectividade.&lt;br /&gt;Desta realidade, decorre o meu segundo pequeno desafio para Almeirim.&lt;br /&gt;O grau de afectividade para com a nossa cidade, está relacionado com as sensações boas, com as experiências, com o conhecimento. As boas sensações induzem a mais vivências, convivências, experiências e o conhecimento, a mais interesse e consciência social.&lt;br /&gt; Há assim toda um interesse colectivo, um interesse geral, das famílias de uma cidade, em exigir da escola o fomento do conhecimento da história da cidade.&lt;br /&gt; Por isso é particularmente importante que uma escola não se fixe apenas no ensino das matérias lectivas e contribua também para a inserção e confirmação das afectividades pela cidade. Fomentando actividades extra-curriculares dos alunos em cinergias com Instituições da cidade, mas sobretudo procurando mesmo dentro da formação estritamente académica a participação dos alunos em projectos identificadores da cidade e fomentadores do conhecimento da sua história, das suas gentes, das suas identidades.&lt;br /&gt;Almeirim tem todo um vasto património histórico e cultural que poderia servir a esta perspectiva de ensino, que simultaneamente contribuiriam para o fomento da afectividade e da curiosidade por mais conhecimento.&lt;br /&gt; Não quero substituir-me à imaginação dos professores, mas adianto alguns exemplos simples, mas muito objectivos…”Trabalhos colectivos ou de grupo, sobre a toponímia da cidade”…”identificação dos costumes e tradições”…”identificação patrimonial das épocas”…”relacionamento de factos históricos com os lugares”…”recolha de material museológico ou fotográfico das famílias, das épocas, dos costumes, das actividades”…” identificação das Instituições de Almeirim e sua história”…” os desportistas de Almeirim”…&lt;br /&gt;Almeirim tem também uma Universidade da terceira idade.&lt;br /&gt; As pessoas que a frequentam estão na sua fase de máxima abertura psicológica, para a expressão da sua afectividade para com a cidade. A abertura desta Instituição para ajudar a Escola nesta tarefa de fomento do conhecimento aos futuros cidadãos, seria de uma vantagem indiscutível.&lt;br /&gt;Uma cinergia de actuação conjunta, entre esta Universidade da terceira idade e o ensino do 1º e 2º ciclo, vocacionada para a divulgação cultural e histórica de Almeirim, abriria novas possibilidades, estimularia novos interesses e mais motivação.&lt;br /&gt;Uma das obras escolares mais interessantes e mais significativas existentes em Almeirim, é aquela Casa Térrea, que foi construída pelos alunos da Escola Febo Moniz. Uma obra que expressa bem toda a mensagem que pretendo dar.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-1282848938848117455?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/1282848938848117455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/afectividade-pela-cidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/1282848938848117455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/1282848938848117455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/afectividade-pela-cidade.html' title='Afectividade pela Cidade'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SghLAoEERAI/AAAAAAAAAMk/NNuwS-4PsCk/s72-c/casinha2ax.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7482473203230958163</id><published>2009-05-09T07:55:00.000-07:00</published><updated>2009-05-09T08:01:11.064-07:00</updated><title type='text'>Um pequeno desafio</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SgWZ39VIuYI/AAAAAAAAAME/soUTMXZYaLE/s1600-h/Varios+046.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333838520325290370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SgWZ39VIuYI/AAAAAAAAAME/soUTMXZYaLE/s320/Varios+046.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A questão da legítima reivindicação pela população de Almeirim, do património da antiga Junta Nacional do Vinho, não esgota a mensagem que este blogue pretende dar.&lt;br /&gt;O Desafio de Almeirim, tal como o quero enunciar, vai muito para além dessa temática.&lt;br /&gt;A reivindicação daquele património, é apenas uma tentativa de não deixar perder uma oportunidade, que tal como dissemos poderia originar um elo de consciência da população almeirinense e a sua motivação colectiva.&lt;br /&gt;Ninguém contesta que Almeirim é uma terra simpática, até agradável para se viver, mas está completamente descaracterizada.&lt;br /&gt;A descaracterização de Almeirim é uma questão fulcral, que condicionará toda a evolução futura da nossa cidade.&lt;br /&gt;Não pretendo e até recusarei, participar em qualquer polémica à volta desta evidência.&lt;br /&gt;Falarei com aqueles e para aqueles, que se preocupam com este problema grave.&lt;br /&gt;A descaracterização de Almeirim, tem uma origem cultural, ou seja resulta de um deficit de conhecimento histórico, social, e do desenraizamento da sua elite social e política recente.&lt;br /&gt;Nada disto deve ser considerado como ofensivo para com alguém e se o for para alguém, não é certamente para aqueles que se têm empenhado e trabalhado, por quem tenho muito respeito, talvez para aqueles que mais privilegiados, não se disponibilizaram, para o trabalho colectivo.&lt;br /&gt;A descaracterização de Almeirim é um problema, mas não é uma inevitabilidade que não possa ser revertida. Ou seja há muitas formas modernas para inverter esse caminho e para identificar, divulgar e valorizar as suas importantes distinções.&lt;br /&gt;Até coisas simples, úteis e baratas poderiam iniciar esta recuperação.&lt;br /&gt;Alguns passos positivos se deram já neste caminho…as novas rotundas onde foram colocados a Vinha e o Aranhol.&lt;br /&gt;Mas muito mais ideias deste tipo, poderiam originar o reforço dos sentimentos de orgulho local e uma mais útil consciência colectiva.&lt;br /&gt; Os portões de ferro ou de madeira dos pátios das Adegas e das Caldeiras de Destilação, as janelas de gradeamento tão típicas, poderiam ser elementos de referência colectiva, se integrados na arquitectura paisagística dos parques públicos de Almeirim.&lt;br /&gt;Imagine-se só como tudo seria diferente na consciência colectiva, se um pórtico do Paço Real tivesse restado e se ainda hoje o pudéssemos observar.&lt;br /&gt;Dentro de muito pouco tempo já não existirão os bonitos portões, nem as tais janelas e então ninguém nunca mais recordará, coisas bonitas de Almeirim. Tão pouco haverá curiosidade humana para as vivências de outras épocas.&lt;br /&gt;Reconheço que há qualidade, imaginação e sensibilidade no domínio da arquitectura paisagística de Almeirim. Decorre desta apreciação, esta primeira proposta e este primeiro desafio, pois é dirigido a pessoas, que estou convencido, entendem a mensagem.&lt;br /&gt;Integrar nos espaços vividos, elementos de referência de outras épocas identificados, se for feito com bom gosto e objectivos didácticos, só pode beneficiar a sua vivência e reforçará certamente os nossos sentimentos, a nossa capacidade de entendimento e também a nossa capacidade crítica. Tudo premissas essênciais do desenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7482473203230958163?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7482473203230958163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/um-pequeno-desafio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7482473203230958163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7482473203230958163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/05/um-pequeno-desafio.html' title='Um pequeno desafio'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SgWZ39VIuYI/AAAAAAAAAME/soUTMXZYaLE/s72-c/Varios+046.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-7629508120757527362</id><published>2009-04-30T15:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-30T15:21:47.496-07:00</updated><title type='text'>Centro de Interpretação da História de Almeirim</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SfokbyhpG7I/AAAAAAAAAI8/HzLUS1aOBhQ/s1600-h/Varios+043.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330613168784350130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SfokbyhpG7I/AAAAAAAAAI8/HzLUS1aOBhQ/s320/Varios+043.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O modelo moderno de “Centro de Interpretação”, está particularmente indicado para a identificação da história de um local, quando não é possível a recuperação física do património.&lt;br /&gt;É um modelo muito interessante e perfeitamente adaptado a Almeirim, onde não é possível já a identificação do seu importante papel na história de Portugal, através de uma referência física real.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação associa a tecnologia, ao rigor do conhecimento histórico e produz através de fórmulas muito atractivas e de meios de divulgação modernos, permitindo apresentações públicas de muito fácil assimilação e com uma abrangente receptividade.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação pode ser um projecto público, mas terá toda a vantagem se for um projecto da sociedade civil, pois assim será mais mobilizador das motivações individuais, empresarias e institucionais.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação é simultaneamente um espaço de investigação permanente, que mobiliza, académicos e a sociedade local.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação é um projecto evolutivo, que parte de um embrião base e progride através da sua dinâmica própria, que vai motivando apoios individuais, institucionais e empresarias.&lt;br /&gt;Um Centro de interpretação é um projecto turístico e simultaneamente fomentador da identidade e do orgulho local.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação não é um espaço museológico estático, mas integra elementos museológicos apresentados sempre de uma forma inovadora, rigorosa, sequencial e dinâmica.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação é um espaço vocacionado para a formação em artes e ofícios tradicionais e para a recuperação de técnicas, de materiais, de utensílios do passado local. É um espaço permanentemente vivido quer pela sociedade e suas organizações, quer pelo público que o visita.&lt;br /&gt;É também um espaço de permanente de motivação e divulgação da criatividade humana e artística local.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação é um espaço activo no encontro de sinergias locais inter-profissionais, inter-institucionais e promove e participa em acções indutoras da identidade local.&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação é por excelência um local de estudo, de divulgação e diálogo de todas as matérias da história social local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Centro de Interpretação da História de Almeirim, deveria incluir dois núcleos de divulgação pública distintos, representativos das suas duas épocas de evolução no passado.&lt;br /&gt;Sendo que a segunda época evolutiva está intimamente ligada à cultura da vinha e ao fabrico do vinho e aguardente, o segundo núcleo deveria ser integrado no projecto previsto para as instalações da Junta Nacional do Vinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-7629508120757527362?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/7629508120757527362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/04/centro-de-interpretacao-da-historia-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7629508120757527362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/7629508120757527362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/04/centro-de-interpretacao-da-historia-de.html' title='Centro de Interpretação da História de Almeirim'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SfokbyhpG7I/AAAAAAAAAI8/HzLUS1aOBhQ/s72-c/Varios+043.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-3056319636028625963</id><published>2009-04-28T15:15:00.000-07:00</published><updated>2009-04-28T15:28:25.516-07:00</updated><title type='text'>A viabilidade da Cedência do Património</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SfeBGWT9ljI/AAAAAAAAAIs/RXpxz9_UQp4/s1600-h/DSC04852.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329870630084777522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SfeBGWT9ljI/AAAAAAAAAIs/RXpxz9_UQp4/s320/DSC04852.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas têm-se mostrado muito incrédulas quanto ao facto do Estado poder vir a abdicar do direito patrimonial sobre o Edifício da Junta Nacional do Vinho, cedendo-o à população, ou à Câmara Municipal.&lt;br /&gt;Algumas pessoas disseram-me até que isso será uma utopia.&lt;br /&gt;Afirmam que o Estado nunca abdicará desse património.&lt;br /&gt;Normalmente não argumento muito e dou apenas o exemplo de um caso recente, precisamente em Almeirim em que isso aconteceu.&lt;br /&gt;Foi no tempo em que eu era Presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal-CAP, que o Estado cedeu as instalações da herdade dos Gagos, para a CAP aí instalar o seu primeiro Centro de Formação Profissional.&lt;br /&gt;Muitos outros exemplos se poderiam dar, de muitos outros casos espalhados por todo o País.&lt;br /&gt;As instalações da herdade dos Gagos, pertenciam à extinta Junta de Colonização Interna que foi um Serviço da Administração Pública e por consequência o direito de propriedade era indiscutivelmente do Estado Português.&lt;br /&gt;O Edifício da Junta Nacional do Vinho, foi construído e reconhecido como património da Vinicultura. Uma placa identificadora deste reconhecimento do Estado português ainda está lá colocada e bem visível.&lt;br /&gt;Mas não será preciso evocar a questão jurídica num processo reivindicativo desse património.&lt;br /&gt;Há toda uma tradição do Estado português na cedência de património para “ objectivos sociais ou culturais “ determinantes.&lt;br /&gt;Não prevejo assim difícil uma negociação sobre esta questão, se houver uma manifesta vontade da população de Almeirim e das suas Instituições representativas.&lt;br /&gt;Tudo é uma questão de haver ou não essa vontade colectiva. Se essa vontade for indiscutível e bem expressa documental e publicamente, se as Instituições assumirem claramente essa vontade e responsabilidade, não vejo porque razão esta questão possa ser mais difícil que a cedência da herdade dos Gagos.&lt;br /&gt;Vejo sim que pode ser bem mais útil social e culturalmente, sem com isto querer menosprezar a importante acção do Centro Formação Profissional de Almeirim.&lt;br /&gt;Tudo é uma questão de vontade colectiva e este é o desafio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-3056319636028625963?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/3056319636028625963/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/04/viabilidade-da-cedencia-do-patrimonio.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3056319636028625963'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/3056319636028625963'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/04/viabilidade-da-cedencia-do-patrimonio.html' title='A viabilidade da Cedência do Património'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SfeBGWT9ljI/AAAAAAAAAIs/RXpxz9_UQp4/s72-c/DSC04852.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-6728635077130092605</id><published>2009-03-30T07:46:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T07:49:38.353-07:00</updated><title type='text'>Património de toda a População</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Almeirim é uma Vila antiga, foi berço do conhecimento, residência de muitos reis, foi mesmo capital do Reino de Portugal.&lt;br /&gt;Desses tempos não ficou o património, que o terramoto condenou e a memória dos homens sem essa referência, foi esquecendo a importância que a Vila representou, na construção de uma Nação.&lt;br /&gt;A partir de meados do século XIX, uma nova dinâmica económica apareceu e a Vila voltou a ter uma vocação para a sua evolução.&lt;br /&gt;A obra de drenagem e enxugo dos campos de Almeirim, de Alpiarça e do Cartaxo, trouxeram a cultura da vinha. A ponte D. Luís, ligou Vila ao mercado e ao mundo e Almeirim foi das mais apetecidas terras de emigração, do Portugal empobrecido de então.&lt;br /&gt;A vinha, é a consistente base, de toda evolução histórica da actual cidade, que os grandes homens de Almeirim souberam plantar e manter.&lt;br /&gt;A própria história desta vertiginosa evolução, que teve factos históricos de grande relevância nacional, também não é suficiente enaltecida e valorizada.&lt;br /&gt;Protagonistas desses factos históricos são esquecidos, fazendo parte apenas da toponímia da cidade, mas não fazendo parte da sua memória colectiva.&lt;br /&gt; Neste caminho de esquecimento, é também afundado, o “Fazendeiro” de Almeirim, essa classe dominante, que transmite toda a distinção e toda a diferenciação de Almeirim, com as demais terras de Portugal.&lt;br /&gt;Almeirim estava quase deserta em meados do século XIX, cem anos depois, tinha o impressionante número de 52 caldeiras de destilação a funcionar simultaneamente.&lt;br /&gt;O “cheiro de Almeirim”, o cheiro dessa época de desenvolvimento, de motivação, de enraizamento, é um privilégio que alguns como eu tiveram e que nos marcou para sempre.&lt;br /&gt;Este orgulho Almeirinense, construído pelo sentido directo dessa vivência, não pode hoje ser transmitido a todos, a não ser pela divulgação da sua história.&lt;br /&gt;Considero pois que e indispensável defender essa “referência histórica” de Almeirim.&lt;br /&gt;O símbolo desta história recente, essa tal “referência” existe, está fechado, teve um projecto e agora é anunciado que vai ser vendido.&lt;br /&gt;O Projecto do Centro Histórico Vitivinícola de Almeirim, não pode ser esquecido, pois ele poderá ser a mais importante reserva de preservação da sua história.&lt;br /&gt;O património da antiga Junta Nacional do Vinho, foi usurpado pelo Instituto da Vinha e do Vinho, mas é um património dos viticultores de Almeirim, que certamente estão interessados em cedê-lo à população ou à Autarquia local.&lt;br /&gt;O que não podemos aceitar é que seja vendido e esquecido, como esquecido ficou o Paço Real.&lt;br /&gt;Não podemos aceitar, que agora aconteça novamente, tal como em 1889, se tire uma última fotografia do único “símbolo” possível de preservar, de toda uma época de êxito cultural, económico e social.&lt;br /&gt;Que nos levantemos todos, na salvação do nosso património e da nossa identidade.&lt;br /&gt;Que se levantem para reivindicar o que é seu e da cidade, todos os co-proprietários do Edifício da Junta Nacional do Vinho, ou seja todos os vinicultores que descontavam anualmente os dois tostões por litro e que construíram o edifício, enfim toda a população de Almeirim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-6728635077130092605?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/6728635077130092605/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/03/patrimonio-de-toda-populacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6728635077130092605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/6728635077130092605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/03/patrimonio-de-toda-populacao.html' title='Património de toda a População'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3792880811729122562.post-5357434066912791654</id><published>2009-03-17T10:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-17T10:26:32.873-07:00</updated><title type='text'>O nosso Património</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Almeirim reivindica Património&lt;br /&gt; Edifício da Junta Nacional do Vinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A História de Almeirim é a história do Paço Real e da sua importância e vivência&lt;br /&gt;É a história das suas Vinhas, dos seus Vinhos e Aguardentes&lt;br /&gt;É a história das suas famílias, de Vitivinicultores, dos Fazendeiros, dos Comerciantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paço ruiu com o terramoto de 1755, foi tirada uma ultima fotografia antes da sua demolição final em 1889.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almeirim não pode aceitar, que para o seu mais simbólico monumento moderno&lt;br /&gt;O Edifício da Junta Nacional do Vinho, se volte a tirar uma fotografia antes da sua demolição final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Edifício da Junta Nacional do Vinho e o seu anexo, são património da vinicultura almeirinense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vinicultura almeirinense, quer preservar esse património e dar-lhe a vocação de símbolo de um passado recente, que marcará no futuro a história da evolução de Almeirim e do seu desenvolvimento de Vila a Cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A população de Almeirim, não aceita a eliminação da única referência, capaz de simbolizar a história da sua terra, exige também a preservação dessa importante referencia e entende apoiar a reivindicação desse património como símbolo da sua identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Instituições de Almeirim, em particular a Autarquia Local, solidarizam-se integralmente com o objectivo de salvaguardar e defender o património da Junta Nacional do Vinho e a sua vocação de ser o lugar por excelência para mostrar ao futuro a evolução histórica da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade civil de Almeirim através da Associação de Defesa do Património&lt;br /&gt;assume o projecto, que irá dar consistência e razão de ser à reivindicação desse património.&lt;br /&gt;O projecto colectivo de criar um Centro Interpretativo da História de Almeirim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Interpretativo da História de Almeirim será criado e desenvolvido , pela sociedade civil  almeirinense,&lt;br /&gt;mobilizador das famílias, das empresas e das instituições.&lt;br /&gt;Será um projecto de afirmação colectiva, resultado da paixão do almeirinense pela sua terra e pelas suas raízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Centro Interpretativo da História de Almeirim, será instalado na antiga&lt;br /&gt;Junta Nacional do Vinho por vontade dos almeirinenses. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3792880811729122562-5357434066912791654?l=desafiodealmeirim.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/feeds/5357434066912791654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/03/o-nosso-patrimonio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/5357434066912791654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3792880811729122562/posts/default/5357434066912791654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://desafiodealmeirim.blogspot.com/2009/03/o-nosso-patrimonio.html' title='O nosso Património'/><author><name>José J. Lima Monteiro Andrade</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07537322644721028999</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_Fsb-q5iRqxk/SiGd5eeHOfI/AAAAAAAAARs/JVzaU54yLG0/S220/ze-rua-a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
